Crenças brasil

Brasil. video. Atualize suas crenças sobre evangélicos. Faça parte. Faça parte. Atualize suas crenças sobre evangélicos O mundo evangélico não vive só de Malafaias, Macedos e Damares ... com Cresça Brasil. Duração 190h. Mobile. Conheça o curso > Gestor de marketing estratégico. com Portal Educação. Duração 198h. Conheça o curso > Profissional de líder. com Portal Educação. Duração 203h. Conheça o curso > Profissional de call center. com Portal Educação. Duração 132h. Esta é a página inicial do website oficial para os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Brasil Fatores de risco associados à gravidade e óbitos por influenza durante a Pandemia de Influenza A (H1N1) 2009 em região tropical/semi-árida do Brasil. J Health Biol Sci 2015; 3(2):77-85. , 39 39 Lenzi L, Wiens A, Grochocki MH, Pontarolo R. Study of the relationship between socio-demographic characteristics and new influenza A (H1N1). Há 20 anos, a American Tower ajuda a transformar o dia a dia de pessoas e empresas no Brasil. Ao longo deste período vimos a evolução do 2G, 3G, 4G e logo o 5G fará parte da vida de todos. Mas de onde derivam as crenças subconscientes? As crenças subconscientes são muitas vezes o resultado de uma 'programação' que dura uma vida inteira e influenciam o comportamento humano de forma incisiva. As crenças subconscientes são derivadas das experiências emocionalmente carregadas positiva ou negativamente que vivemos em nossas vidas. Crenças . Os adventistas consideram toda a Bíblia Sagrada como segura e única regra de fé e esperança. Suas doutrinas, portanto, seguem integralmente os ensinamentos bíblicos e nela estão fundamentados. Estas crenças aqui expostas constituem a percepção e expressão que a Igreja sustém com respeito aos ensinos bíblicos. crenças Não é fácil definir a crença dos indígenas do Brasil, primeiro porque se trata de vários povos, com culturas diversas, segundo porque, devido à grande movimentação destes povos pelo vasto território brasileiro, os seus costumes e, portanto, também a sua religião sofreram contínuas e profundas modificações através do tempo. Símbolos de várias crenças. O Brasil é um país que possui uma rica diversidade religiosa. Em função da miscigenação cultural, fruto dos vários processos imigratórios, encontramos em nosso país diversas religiões (cristã, islâmica, afro-brasileira, judaíca, etc). Quando uma pessoa consegue compreender as crenças que o energizam, ela eleva automaticamente sua vibração. Os grupos também são concentradores de energia, e suas crenças pré-estabelecidas detêm vibrações. Quando os membros de um grupo alinham seus valores e suas crenças com a natureza da energia, conseguem criar a zona de alta ...

GPT-3, o início da era das máquinas

2020.10.06 22:33 robbed_irl GPT-3, o início da era das máquinas

I.
Desculpem-me pelo título sensacionalista, o assunto é sério.
Discussões éticas a respeito do uso de modelos de aprendizado de máquina parecem fugir da esfera brasileira do reddit, e acabam ficando nas mãos de tecnólogos, como eu. Acredito, contudo, que esse seria também um lugar extremamente apropriado para o assunto, então vamos lá.
Para quem não sabe, o título faz referência a duas coisas:
Tive a ideia de fazer esse post ao ler esse artigo: Bot GPT-3 ficou indetectado por uma semana no AskReddit (em inglês). Achei incrivelmente poético, visto que se seus comentários terminassem com a frase "era o início da era das máquinas", seriam bem mais honestos. Os posts do bot não apenas foram interpretados como textos verdadeiramente humanos, como, por vezes, instigaram emoções reais nas pessoas que interagiram com ele.
 
II.
Enfim, espero ter fisgado sua atenção. Vamos partir para algumas definições, para que possamos especular a respeito do futuro dessa tecnologia. Primeiramente, alguns pontos a respeito do GPT-3:
  • Esse modelo não é (ou se aproxima de) uma inteligencia artificial generalista, se trata, grosseiramente, de um modelo estatístico que tenta prever a continuidade de um pedaço de texto.
    • Aqui você pode ler um texto (em inglês) com dados, definições e uma discussão interessantíssima a seu respeito.
    • AI Dungeon: jogo gratuito que faz desse modelo o mestre de uma mesa de RPG.
    • Artigo do NYT a respeito.
  • Enquanto que qualquer um pode rodar a versão anterior (GPT-2) em uma máquina suficiente potente, os desenvolvedores dessa tecnologia restringiram o uso da nova versão à sua API paga, citando, entre outras coisas, preocupação com seu uso indiscriminado.
  • Embora a versão mais recente seja "muito melhor", ela não representa um salto técnico, mas sim volumétrico. Não dá para entrar nos detalhes sem ser muito técnico, mas a ideia é que não é uma tecnologia fora do alcance do mercado. Um parâmetro de comparação é a quantidade de VRAM necessária para sua execução: GPT-2(~8GB) -> GPT-3(~350GB).
  • Nesse post, linkei alguns exemplos dos textos gerados. É praticamente impossível dizer que os textos não foram criados por humanos, pelo menos sem o conhecimento dessa tecnologia. O modelo inventa até piada.
Meu interesse com o assunto partiu, inicialmente, de aplicações profissionais, mas logo se expandiu. Não é raro ver especialistas na área admitirem terem errado o progresso dessa tecnologia em décadas, hn, stc. PLN (Processamento de Linguagem Natural) era considerada uma área morta na Ciência da Computação, por sua complexidade - quase impossibilidade algorítmica. Foi isso que eu aprendi na faculdade, não foi isso que apliquei na prática e certamente não é isso que temos para o futuro.
Quanto às tecnicalidades e "poderes" do modelo, deixo de dever de casa para vocês. A capacidade, por exemplo, e fazer cálculos básicos, e errar como nós erramos, estão todas demonstradas por entre os links que espalhei pelo texto. Podia ficar pontuando milhões de pontos a respeito da tecnologia, mas não ganho para isso. Vou focar, enfim, no ponto desse post.
 
III.
Inteligências Artificiais fortes, generalistas, similares em algum sentido à mente humana, são temas recorrentes. Nick Bostrom, Noah Harari, Max Tegmark e vários outros já se arriscaram nesse tipo de futurologia. Não vou entrar no mérito acadêmico, pois é fora da minha alçada. Independentemente disso, esse é o fato:
Uma máquina já é capaz de se passar por um ser humano. Inclusive, já o fez, de forma original e criativa.
O que é diferente de passar no teste de Turing, claro, mas, ainda assim, estamos vendo a ficção científica se tornar realidade. Admito que, quando li o artigo a respeito do bot, me senti revigorado. Por mais óbvia que seja essa aplicação, foi uma das primeiras coisas que pensei quando vi a API pública da Open AI. Teria feito uma execução diferente, mas não vou entrar no mérito.
Não sou uma pessoa otimista quanto à humanidade, ou mesmo o valor do indivíduo. Vejo sempre em fóruns como esse, pessoas radicalmente diferentes. Pessoas que enxergam o mundo pelas lentes de uma escola filosófica, um autor, uma crença, etc. Não sou diferente, mas cai em mim o fardo de acreditar na benignidade da banalização da humanidade por meio de máquinas mais humanas que nós mesmos. Nao há fim melhor que o fim.
Em piadas, poemas, artigos jornalísticos, comentários na internet, conselhos emocionais... pelas evidências apresentadas, acredito verdadeiramente que o GPT-3, devidamente treinado, já é mais capaz que boa parte dos humanos. Modelos competitivos tem o potencial de tornar seus decendentes melhores que os melhores humanos. Não há necessidade de uma inteligência verdadeira, se os ecos que produzimos se tornarem melhores que nossas próprias vozes.
 
VI.
É isso. Quero entender como vocês enxergam a situação do ponto de vista intelectual. Implicações sociais também são bem vindas, claro.
Será esse o início da era das máquinas?
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2020.09.17 20:38 TimelyGoal5 QAnon: como a crença em uma rede satânica pode definir as eleições nos EUA? - Sputnik Brasil

QAnon: como a crença em uma rede satânica pode definir as eleições nos EUA? - Sputnik Brasil submitted by TimelyGoal5 to u/TimelyGoal5 [link] [comments]


2020.08.30 18:31 JulioEduca Quem tem moral para postular a verdade: religião ou ciência?

“Os Donos da Verdade” por Julio Stéphano https://link.medium.com/1eBe7Lfpn9
Os Donos da Verdade
Quem tem moral para postular a verdade: religião ou ciência?
Segundo aprende-se na escola, a Modernidade opera uma ruptura com o Catolicismo e permite a explosão do Cristianismo em incontáveis denominações, suas crenças e práticas, com os chamados movimentos de Reforma Protestante. Posteriormente, o século XIX – materialista, pós-revolucionário e Imperialista, fortaleceu o cientificismo, ao preço de inebriar-se com a soberba do progresso civilizatório capitalista. Por um lado, a lógica vigente do discurso religioso, então, não mais respondia às mentalidades que compunham o corpo social que pretendiam abarcar. Por outro, contudo, justificou e patrocinou o massacre de incontáveis povos mundo afora ao longo dos últimos séculos. Evidente que tal embate reflete, principalmente, as dinâmicas sociais vividas, naquele momento, no âmbito do mundo Europeu.
Assim, no arrasto do que se deu naquele espaço de disputa de ideias, e como consequência histórica dos eventos não só daquele século XIX, mas também do seguinte. O discurso científico se hegemonizou como espaço de autoridade da “verdade científica”, com suas metodologias, sistematizações, metrificações e comprovações. No âmbito das dinâmicas sociais planetárias, com o expansionismo Europeu, cada vez mais, as contradições do sistema se deslocam para seus espaços de periferia e/ou de invisibilidade. E foi nas periferias da cultura hegemônica globalizada, como a América Latina e o Brasil, que as seitas fundamentalistas cristãs lograram esse gigantismo que hoje assusta pela força que tem para impor suas ideias e implementar seu projeto de sociedade e país. Vivemos hoje a ressurgência da força de um discurso religioso sectarista, intolerante e violento.
Se, na virada dos anos 1980/90, alguém sugerisse que em 20 ou 30 anos veríamos, no Brasil, a expansão política e ideológica de fundamentalistas religiosos, provavelmente essa pessoa não seria levada a sério. Daquele tempo para cá, os discursos evangélicos passaram a dominar uma parte considerável da programação de TVs abertas e rádios; se expandiram pela política formando quadros e estruturas de articulação; além de sua notável expansão territorial propriamente dita. Em 2020, o conjunto das vertentes políticas ligadas às estruturas das igrejas evangélicas formam uma bancada parlamentar tão capilarizada que possui representantes em qualquer casa legislativa do país; contam com o comando direto de diversas prefeituras; e uma influência eleitoral tão consistente que foi determinante na última eleição para presidente e para governos de estado.
A despeito dos inúmeros políticos de base eleitoral evangélica cuja biografia questionável nos faria refletir sobre a pertinência de tamanho poder dado a quem se elege com o lobby das igrejas, é fato incontestável que o apoio da igreja evangélica foi base de quase todos os governos federais pós redemocratização. Se incluído o cristianismo católico, o Brasil nunca soube o que é viver sem a sombra de um doutrina religiosa eurocêntrica e intimamente ligada ao poder político e aos interesses econômicos. Lembre-se que o vice presidente de Lula era de um partido tradicional da base de sustentação política das igrejas. No atual governo, entretanto, para além de conveniências e “pragmatismos” políticos suspeitos, o papel do ideário evangélico é tão fundamental que determina toda a pauta social do país, em especial a Educação e os Direitos Humanos. A bancada evangélica é, hoje, tão consolidada no congresso federal que, embora nem sempre seja coesa, é invariavelmente determinante para a implementação de qualquer projeto político. Qualquer pauta no país, hoje, passa pelo crivo evangélico.
Nesse contexto, não deveria causar assombro que o estado laico, garantido constitucionalmente, seja um campo tão central na disputa ideológica pelo controle das narrativas políticas. O que assombra não é somente o fato de que seja um ideário religioso a determinar as dinâmicas sociais. Estamos bem habituados às violentas imposições do cristianismo católico. O que assusta, a uma altura dessas, num país como o nosso, é o ressurgimento de seu aspecto autoritário e dogmático, revestido de um forte viés de negacionismo científico, de um reluzente falso-verniz relativista e de um moralismo totalmente anacrônico. Um fundamentalismo religioso herdeiro de nossa linhagem proto-aristocrata, colonialista, escravocrata, racista, misógina, genocida, fascista, militarista e, evidentemente, vira-lata.
O caricato personagem Tim Tones, de Chico Anysio, baseado no folclórico reverendo Jim Jones, que, no fim dos anos 70, comandou um suicídio coletivo entre centenas de seus fiéis, inclusive crianças.
“Podem correr a sacolinha”
TIM TONES (CHICO ANYSIO) era o bordão nas esquetes em que, invariavelmente, os fiéis eram vitimados pela ganância de seu líder religioso. A referência usada pela genialidade do humorista brasileiro é ainda mais pertinente porque indica onde o evangelismo brasileiro buscou as referências de sua expansão geopolítica.
Não sei dizer se a teologia da prosperidade é invenção dos estadunidenses, mas está afinadíssima ao ideal do “self made man”, tão importante nas terras do Tio Sam. A “terra das oportunidades” é o território em que os homens podem ser prósperos por seus esforços individuais através de duas qualidades básicas: a perseverança e a fé. Respectivamente, o trabalho incansável e a força espiritual (ou psíquica, para quem não é religioso) capaz de conduzir o homem no enfrentamento de seus maiores desafios.
No Brasil, a teologia da prosperidade, com sua promessa sedutora de sucesso espiritual e financeiro, foi saboreada como um doce na boca de criança, por uma população pobre, desassistida e com baixa escolaridade. Num país de profunda tradição católica, em que, historicamente, se pregou o sofrimento como forma de garantia de um paraíso eterno após a morte, não é de se admirar, hoje, a adesão sistemática a um discurso que, além do Reino dos Céus, promete prosperidade financeira em vida. Pão e água deixa pros infiéis…
O ataque sistemático contra professores e pesquisadores; universidades e escolas não é aleatório; é um exímio golpe tático. A Ciência não pode mais ser a dona da verdade. O pensamento crítico e divergente deve ser atacado e neutralizado. Todos devem submeter-se à sua lei e sua moral. Nessa triste sociedade, aos professores e educadores, lega-se o destino de Sócrates e de Cristo. Aos que insistirem em sobreviver (somos piores que a barata de Kafka ou a mosca de Raul), o destino dos sofistas.
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2020.08.22 21:23 electricbr4in Você não é mau caráter por não acreditar em nada.

Assisti hoje a esse vídeo do canal "Cortes do Flow [OFICIAL]", onde Richard Rasmussen fala sobre a experiência dele com o chá de Ayahuasca.
Ali pelos 14:14, o Richard diz (com todas as letras) que "o homem mais perigoso é aquele que não acredita em nada (...) não é o cara que eu quero ao meu lado".
Quando ouvi esse cara falando isso, me senti mal de verdade. É como se minha empatia, minha lógica, minha educação e filosofia de vida não valessem absolutamente porra nenhuma. E sim, quando mexem com isso em um indivíduo, é como se você arrancasse a "alma" dele (para o melhor entendimento dos cristãos daqui).
Eu não acredito em nada, porque eu simplesmente não consigo acreditar e não porque "eu não quero" ou porque eu tenho uma "tendência a cometer o mal". Eu não sou um carro desgovernado, que passa por cima das pessoas sem dó nem piedade, eu não passo para trás meus colegas, meus amigos, meus parentes. Eu prezo muito pela minha família, até mais do que muitos cristãos que conheço, que vem vomitar moralismo religioso na cara dos outros feito um bando de hipócritas.
Só salientando que intolerância religiosa é prevista no artigo 20 da lei 7.716. (E sim, o fato do indivíduo "não acreditar em uma religião" também o inclui nesse artigo.) Ou seja, muito provavelmente o que esse canalha do Richard fez em alguns minutos de vídeo pode sim ser considerado um crime.
Mas houve comoção na internet para repreender esse cara ou sequer um processo criminal contra ele? Não. Ser agnóstico ou ateu nesse país é isso, é ser humilhado nas surdinas, é ser dado pouca importância ou absolutamente nenhuma. Nenhum grupo de lacradores ou mitadores escreve textão ou arranja briga na internet por nossa causa. Não bastando isso, quando falamos alguma coisa, somos vistos como os "arrogantes", os adolescentes mimados, somos o lixo da filosofia de vida.
Tudo isso somado a essa decisão do TSE, em que um pastor agora pode livremente usar de sua posição na igreja pra garantir votos sem que nenhuma restrição da lei aconteça, "ajudaram" a destruir minha semana emocionalmente. Meus parabéns.
Até que ponto vamos continuar normalizando esse discurso escroto nesse país? Até que ponto irão relativizar o estado laico, previsto na constituição? Vocês, ateus, estão esperando isso aqui virar um antro de fanáticos religiosos segurando um fuzil numa mão e uma bíblia na outra? Esperam explodir uma guerra civil entre igrejas evangélicas, pra decidir qual delas irá assumir o controle da tua vida? Sério, falem pra mim, o que vocês estão esperando pra começar a se organizar de verdade dentro e fora da internet? O aval do bispo Macedo?
Vocês não pensem que isso é um exagero e que isso está "muito longe da nossa realidade", meus amigos. A cada dia que passa, esse país se torna menos liberal e mais estupidamente obscurantista possível.
Você, ateuzinho, que acha que estou exagerando, experimenta tentar encontrar um(a) parceiro(a) que te aceite pelo que você acredita. Experimenta falar para os pais cristãos da tua namorada que você "não acredita em Deus", pra você ver se eles vão te tratar da mesma forma. Experimenta falar pro teu chefe, pros teus colegas de trabalho, para os teus colegas de faculdade/escola/curso, pra ver se você não será excluído, se não te tratarão com desprezo, se não servirá de chacota, de escárnio. Experimente colocar o teu filho numa escola pública que não imponha cristianismo pra ele desde cedo com "educação religiosa".
Se você nunca observou nada disso que eu te falei, meus sinceros parabéns, você é um privilegiado do caralho, uma exceção, um felizardo.
Meu sonho de vida já foi comprar um carro, uma casa e montar uma família nesse país, mas hoje, meu maior sonho é simplesmente ir embora desse buraco obscurantista medieval que se tornou o Brasil, nem que eu tenha que ser humilhado diariamente por ser um estrangeiro.

Aliás, se você faz algo bom porque teme a Deus, você não é uma pessoa boa.

E sinto lhe informar, mas se você estiver certo nas tuas crenças, você irá arder no fogo do inferno.
Isso é tudo. Abraço.
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2020.08.19 05:12 jvoc2202 O cristianismo fundamentalista me faz odiar o cristianismo

Antes de pensar que eu sou uma pessoa preconceituosa ou intolerante leia o que eu tenho a dizer. Eu não tenho ódio de todos que acreditam. Muitas pessoas foram criadas desde pequenas para acreditarem. Outras não tiveram acesso a educação. Outras simplesmente gostam de acreditar, mesmo que tenham educação e meios de contestar a religião. Independentemente do motivo, não acho que acreditar na Bíblia te faça instantaneamente uma pessoa ruim. A maior parte dos meus amigos e familiares são cristãos, e convivo com eles sem nenhum problema, inclusive tenho afeto e admiração por eles. Como ateu, eu acho a religião uma enganação, mas não acredito que ser intolerante ou tentar impor o ateísmo à força vai resolver alguma coisa. Porém, têm alguns cristãos que realmente fazem meu sangue ferver. Tem certas atitudes de algumas pessoas que fazem realmente eu passar da descrença ao ódio à crença e à religião.
O exemplo mais recente foram os vermes que tentaram impedir o aborto da menina no hospital. Outro exemplo mais corriqueiro são os pastores pentecostais. Eu fico realmente indignado quando vejo pessoas pobres e miseráveis sendo enganados em troca de promessas de riqueza e prosperidade. E aqueles que caem na lábia são justamente as pessoas mais humildes. Além disso, esses pastores não só exploram as pessoas como as manipulam. Atuam como cabos eleitorais, fazem bancada no congresso e tentam impor ao resto da população os valores mais toscos da Bíblia. E ninguém faz nada. As pessoas acham tudo isso normal.
Recentemente também vi o presidente da cnbb, que é tipo um alto conselho da igreja catolica no Brasil, dizendo que o aborto da menina de 10 anos foi um crime. Crime é a declaração que esse verme deu. Além disso, ainda tem os casos da minha vida pessoal. Todas as vezes que perguntam minha religião e digo que sou ateu, as pessoas me olham como se eu fosse um criminoso, como se tivesse a peste negra. Pior ainda, tentam me converter ali mesmo, com a esperança de que eu deixe de ser ateu, o que gera discussões cansativas e desnecessárias. Poucos são os que aceitam a minha posição, sem tentar se intrometer ou questionar.
Tudo isso se acumula pra me deixar cada vez com mais raiva do cristianismo e da bíblia. Eu me sinto como se fosse uma das poucas pessoas a ter escapado de uma lavagem cerebral que fizeram no povo. É uma sensação de frustração peculiar, saber que eu sou uma minoria minúscula em um país de 86% de cristãos, e que muitos desses cristãos me veem como a encarnação do mal na terra. Muitas vezes ja desejei ter nascido na Noruega ou na finlandia, onde eu não seria uma minoria tão pequena.
Mas aconteça o que acontecer, não posso deixar o meu ódio às ideias e à crença cristã se transformarem em intolerância a pessoas, pois assim me tornaria tão perverso quanto aqueles que eu desaprovo, como Bolsonaro e sua trupe maníaca. Odiar idéias e crenças, OK. Odiar pessoas, perseguir pessoas, discriminar pessoas, jamais.
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2020.08.11 23:18 arroteileis CORRELAÇÃO ENTRE CRENÇAS: EXEMPLOS E HIPÓTESES (PARTE 1)

(Texto retirado do Facebook de Lucas Favaro)
Esse texto será dividido em duas partes. Isso por dois motivos: (i) ele é grande demais para um texto de facebook; (ii) eu estava escrevendo inicialmente sobre um assunto, mas no meio do caminho desviei e acabei escrevendo sobre outra coisa, então vou colocar essa outra coisa nesse primeiro texto, e o assunto inicial que eu estava escrevendo ficará para o próximo texto.
Se ficarem boas essas duas partes vou postá-las em um texto só no meu medium, tentando costurar ambos os assuntos para tornar o texto uma coisa uniforme.
.
Existem correlações de crenças em assuntos tão distintos que evidenciam que, muitas vezes, a justificativa formal da crença é meramente uma racionalização ad hoc para esconder o verdadeiro motivo que leva a pessoa a acreditar naquela crença. Por exemplo, existe uma correlação enorme entre libertarianismo e escola austríaca, mas por quê?
O libertarianismo é uma filosofia política minimalista que apenas descreve as condições nas quais o uso da violência é eticamente justificável. Nessa filosofia simplista, seria justificável apenas para se defender de violência prévia contra a sua propriedade.
Já a escola austríaca é uma escola de economia que diz, basicamente, que a economia funciona melhor com pouca ou nenhuma interferência do estado e que é difícil, ou até mesmo impossível, criar previsões econômicas baseadas em comportamento passado quantificável dos indivíduos.
Ora, então o libertarianismo não tem absolutamente nada a ver, em termos teóricos, com a escola austríaca, já que o primeiro é uma filosofia política e a segunda é uma escola de pensamento econômico.
Ou seja, é muito bem possível, a princípio, existir um libertário keynesiano ou um austríaco rawsiano. Mas não, pelo menos 95% dos libertários são austríacos e eu diria que mais de 70% dos austríacos são libertários. Isso dá indícios de que ou o libertário só é austríaco porque o austrianismo é meramente uma ferramenta a serviço do libertarianismo ou vice-versa, ou existe um fator escondido que explica a adesão do libertário-austríaco a ambos.
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Precisa-se hipotetizar sobre a origem dessa correlação, já que ela é tão patente. Pra mim é relativamente fácil fazer isso, pois já fui um austríaco-libertário e estou bem familiarizado com os mecanismos psicológicos por trás dessa crença dupla.
A figura responsável por associar o libertarianismo à escola austríaca se chama Murray Rothbard. Rothbard tinha uma aversão extrema, quiçá doentia, ao estado. Para sua filosofia política convencer os demais, não bastava a mera ética deontológica-abstrata do libertarianismo: ele precisava de uma justificativa utilitarista-materialista que respaldasse tal filosofia. Ele encontrou essa justificativa nos escritos de Ludwig von Mises, na forma de uma metodologia de abordar as ciências sociais que Mises cunhou de praxeologia. Para Mises, a aplicação dessa metodologia à economia levava à conclusão de que somente um estado mínimo maximizaria o bem-estar social. Mediante um pouco de malabarismo retórico, Rothbard adaptou essa teoria de Mises e concluiu que apenas a ausência total do estado maximiza o bem-estar social (fez isso em sua obra "Man, Economy, and State"). A praxeologia caiu como uma luva para Rothbard. Ora, não seria uma dádiva dos céus que a única filosofia política correta do ponto de vista ético é também aquela que, se aplicada, leva à maximização do ganho material da sociedade? Certamente seria, caso essa associação não fosse uma forçada de barra bem mixuruca feita pela mente doentia de Rothbard.
A partir daí surgiu a relação umbilical entre libertarianismo e austrianismo. A escola austríaca é meramente uma ferramenta ad hoc ao libertarianismo.
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Existem duas vias para cair na rede libertária-austríaca: (i) a via econômica; (ii) a via social/cultural. Pela via econômica, o indivíduo completamente leigo em economia começa a se interessar pelo assunto. Não tendo noção da forma correta de ser um auto-didata, que é através do estudo dos livros-textos consagrados na área, ele acaba "estudando" pelo site Mises Brasil ou pelo canal Ideias Radicais. Acaba, então, sendo doutrinado na escola austríaca.
Uma boa notícia é que essa via está cada vez mais estreita, isto é, cada vez menos jovens estão adentrando nas fileiras austríacas-libertárias por essa via, uma vez que hoje existem vários sites e materiais bacanas que ensinam economia de verdade circulando na internet, diferente de meados de 2012-13, em que o Mises Brasil tinha quase que o monopólio do ensino de economia pela internet para leigos.
Essa via é a via “limpinha”, digamos assim. O indivíduo acaba caindo na rede austríaca-libertária por um motivo em essência virtuoso: a sede pelo aprendizado. Por isso a maioria dos indivíduos que entra por essa via sai rapidamente dela ao perceber que foi enganada, quando se depara com a economia de verdade. Mas existe uma segunda via, a via suja, feia, que é a via social/cultural. Existe cada vez mais uma parcela expressiva de jovens que entra em contato com o libertarianismo-austrianismo através de chans e fóruns onde reinam o machismo, o racismo e a homofobia. Esses indivíduos são atraídos pelo libertarianismo-austrianismo principalmente por causa de duas figuras: Hans-Hermann Hope e Stefan Molyneux. Hope é conhecido por dar justificativas teóricas aparentemente bem fundamentadas para a segregação e o preconceito e Molyneux é um divulgador de pseudociência com uma retórica extremamente afiada. Ambos são abertamente machistas, racistas e homofóbicos, além de serem libertários. Então o jovenzinho preconceituoso de chan, revoltado com o politicamente correto da sociedade, fica encantado com essas duas figuras, e acaba abraçando o libertarianismo e, por transitividade, o austrianismo.
Não é coincidência Hope e Molyneux serem ambos preconceituosos & libertários: a maioria dos intelectuais libertários o são. Há uma conexão psicológica entre o preconceito e o libertarianismo. A filosofia libertária é canção de ninar para o indivíduo que já é preconceituoso (seja por predisposição genética, seja por convívio social ou criação). O libertarianismo diz que, desde que você utilize de sua propriedade para tanto, ser racista não tem problema nenhum do ponto de vista ético. Ser machista, homofóbico e ter preconceito religioso, tampouco.
Imagina então que bom que não deve ser para você, um racista, se deparar com uma justificativa intelectual para o seu racismo? Deve ser algo libertador.
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Assim se forma o libertário-austríaco médio da internet. Ou ele era um interessado em estudar economia, mas não obstante ingênuo, e acabou sendo tragado pelo site Instituto Mises. Dali, travou contato com as ideias libertárias. Ou ele era um politicamente incorretinho do youtube e dos chans, e acabou conhecendo supostos intelectuais libertários que davam, na mentalidade dele, as justificativas teóricas para seus preconceitos. Dali, travou contato com a escola austríaca.
O resto é explicado pela vontade insaciável do primata humano de pertencer a um grupo. O austríaco que não tinha dentro de si o preconceito acaba se tornando um preconceituso, pois um pré-requisito para fazer parte do clã austríaco-libertário na internet é odiar minorias. O libertário que não tinha o menor interesse em economia até então se torna um defensor fervoroso da escola austríaca, pois o crachá austríaco-libertário só é obtido com a adesão completa às ideias da tribo. Assim nasce um seguidor de Paulo Kogos.
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2020.08.11 21:45 arroteileis CORRELAÇÃO ENTRE CRENÇAS: EXEMPLOS E HIPÓTESES (PARTE 1)

(Texto retirado do Facebook de Lucas Favaro)
Esse texto será dividido em duas partes. Isso por dois motivos: (i) ele é grande demais para um texto de facebook; (ii) eu estava escrevendo inicialmente sobre um assunto, mas no meio do caminho desviei e acabei escrevendo sobre outra coisa, então vou colocar essa outra coisa nesse primeiro texto, e o assunto inicial que eu estava escrevendo ficará para o próximo texto.
Se ficarem boas essas duas partes vou postá-las em um texto só no meu medium, tentando costurar ambos os assuntos para tornar o texto uma coisa uniforme.
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Existem correlações de crenças em assuntos tão distintos que evidenciam que, muitas vezes, a justificativa formal da crença é meramente uma racionalização ad hoc para esconder o verdadeiro motivo que leva a pessoa a acreditar naquela crença. Por exemplo, existe uma correlação enorme entre libertarianismo e escola austríaca, mas por quê?
O libertarianismo é uma filosofia política minimalista que apenas descreve as condições nas quais o uso da violência é eticamente justificável. Nessa filosofia simplista, seria justificável apenas para se defender de violência prévia contra a sua propriedade.
Já a escola austríaca é uma escola de economia que diz, basicamente, que a economia funciona melhor com pouca ou nenhuma interferência do estado e que é difícil, ou até mesmo impossível, criar previsões econômicas baseadas em comportamento passado quantificável dos indivíduos.
Ora, então o libertarianismo não tem absolutamente nada a ver, em termos teóricos, com a escola austríaca, já que o primeiro é uma filosofia política e a segunda é uma escola de pensamento econômico.
Ou seja, é muito bem possível, a princípio, existir um libertário keynesiano ou um austríaco rawsiano. Mas não, pelo menos 95% dos libertários são austríacos e eu diria que mais de 70% dos austríacos são libertários. Isso dá indícios de que ou o libertário só é austríaco porque o austrianismo é meramente uma ferramenta a serviço do libertarianismo ou vice-versa, ou existe um fator escondido que explica a adesão do libertário-austríaco a ambos.
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Precisa-se hipotetizar sobre a origem dessa correlação, já que ela é tão patente. Pra mim é relativamente fácil fazer isso, pois já fui um austríaco-libertário e estou bem familiarizado com os mecanismos psicológicos por trás dessa crença dupla.
A figura responsável por associar o libertarianismo à escola austríaca se chama Murray Rothbard. Rothbard tinha uma aversão extrema, quiçá doentia, ao estado. Para sua filosofia política convencer os demais, não bastava a mera ética deontológica-abstrata do libertarianismo: ele precisava de uma justificativa utilitarista-materialista que respaldasse tal filosofia. Ele encontrou essa justificativa nos escritos de Ludwig von Mises, na forma de uma metodologia de abordar as ciências sociais que Mises cunhou de praxeologia. Para Mises, a aplicação dessa metodologia à economia levava à conclusão de que somente um estado mínimo maximizaria o bem-estar social. Mediante um pouco de malabarismo retórico, Rothbard adaptou essa teoria de Mises e concluiu que apenas a ausência total do estado maximiza o bem-estar social (fez isso em sua obra "Man, Economy, and State"). A praxeologia caiu como uma luva para Rothbard. Ora, não seria uma dádiva dos céus que a única filosofia política correta do ponto de vista ético é também aquela que, se aplicada, leva à maximização do ganho material da sociedade? Certamente seria, caso essa associação não fosse uma forçada de barra bem mixuruca feita pela mente doentia de Rothbard.
A partir daí surgiu a relação umbilical entre libertarianismo e austrianismo. A escola austríaca é meramente uma ferramenta ad hoc ao libertarianismo.
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Existem duas vias para cair na rede libertária-austríaca: (i) a via econômica; (ii) a via social/cultural. Pela via econômica, o indivíduo completamente leigo em economia começa a se interessar pelo assunto. Não tendo noção da forma correta de ser um auto-didata, que é através do estudo dos livros-textos consagrados na área, ele acaba "estudando" pelo site Mises Brasil ou pelo canal Ideias Radicais. Acaba, então, sendo doutrinado na escola austríaca.
Uma boa notícia é que essa via está cada vez mais estreita, isto é, cada vez menos jovens estão adentrando nas fileiras austríacas-libertárias por essa via, uma vez que hoje existem vários sites e materiais bacanas que ensinam economia de verdade circulando na internet, diferente de meados de 2012-13, em que o Mises Brasil tinha quase que o monopólio do ensino de economia pela internet para leigos.
Essa via é a via “limpinha”, digamos assim. O indivíduo acaba caindo na rede austríaca-libertária por um motivo em essência virtuoso: a sede pelo aprendizado. Por isso a maioria dos indivíduos que entra por essa via sai rapidamente dela ao perceber que foi enganada, quando se depara com a economia de verdade. Mas existe uma segunda via, a via suja, feia, que é a via social/cultural. Existe cada vez mais uma parcela expressiva de jovens que entra em contato com o libertarianismo-austrianismo através de chans e fóruns onde reinam o machismo, o racismo e a homofobia. Esses indivíduos são atraídos pelo libertarianismo-austrianismo principalmente por causa de duas figuras: Hans-Hermann Hope e Stefan Molyneux. Hope é conhecido por dar justificativas teóricas aparentemente bem fundamentadas para a segregação e o preconceito e Molyneux é um divulgador de pseudociência com uma retórica extremamente afiada. Ambos são abertamente machistas, racistas e homofóbicos, além de serem libertários. Então o jovenzinho preconceituoso de chan, revoltado com o politicamente correto da sociedade, fica encantado com essas duas figuras, e acaba abraçando o libertarianismo e, por transitividade, o austrianismo.
Não é coincidência Hope e Molyneux serem ambos preconceituosos & libertários: a maioria dos intelectuais libertários o são. Há uma conexão psicológica entre o preconceito e o libertarianismo. A filosofia libertária é canção de ninar para o indivíduo que já é preconceituoso (seja por predisposição genética, seja por convívio social ou criação). O libertarianismo diz que, desde que você utilize de sua propriedade para tanto, ser racista não tem problema nenhum do ponto de vista ético. Ser machista, homofóbico e ter preconceito religioso, tampouco.
Imagina então que bom que não deve ser para você, um racista, se deparar com uma justificativa intelectual para o seu racismo? Deve ser algo libertador.
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Assim se forma o libertário-austríaco médio da internet. Ou ele era um interessado em estudar economia, mas não obstante ingênuo, e acabou sendo tragado pelo site Instituto Mises. Dali, travou contato com as ideias libertárias. Ou ele era um politicamente incorretinho do youtube e dos chans, e acabou conhecendo supostos intelectuais libertários que davam, na mentalidade dele, as justificativas teóricas para seus preconceitos. Dali, travou contato com a escola austríaca.
O resto é explicado pela vontade insaciável do primata humano de pertencer a um grupo. O austríaco que não tinha dentro de si o preconceito acaba se tornando um preconceituso, pois um pré-requisito para fazer parte do clã austríaco-libertário na internet é odiar minorias. O libertário que não tinha o menor interesse em economia até então se torna um defensor fervoroso da escola austríaca, pois o crachá austríaco-libertário só é obtido com a adesão completa às ideias da tribo. Assim nasce um seguidor de Paulo Kogos.
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2020.08.07 00:36 linshc [PESQUISA TRANSCULTURAL] Crenças, atitudes e comportamentos em relação ao COVID-19

Olá, amigos!
Gostaria de solicitar a participação de vocês neste estudo que visa melhor compreender as crenças, atitudes e comportamentos das pessoas em relação ao surto de COVID-19. Este estudo está sendo desenvolvido em mais de 35 países (e.g., Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha), e apresentarmos dados do Brasil auxiliaria a melhor entendermos as respostas psicológicas ao COVID-19 no nosso contexto.
Para participar, basta clicar no link abaixo. A pesquisa dura em torno de 15-20 minutos, dependendo da condição que você for direcionado. Qualquer dúvida, basta entrar em contato. Agradecemos MUITO!
Link: http://formr.psysciacc.org/formpsacr-pool-portuguesebrazilian
Qualquer dúvida, nós estamos à disposição para ajudá-lo.
Agradecemos desde já!
Atenciosamente,
Gabriel Lins e Colaboradores
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2020.08.04 22:42 Mr_Libertarian Meia entrada, inteira estupidez, nenhuma vergonha

Por: Paulo Kogos
A legislação concernente ao “direito à meia-entrada” engloba uma quantidade desanimadora de projetos de lei, de medidas provisórias e de decretos-lei — um verdadeiro emaranhado jurídico. Trata de temas como emissão de carteiras estudantis, qualificação jurídica de estudante, definição dos tipos de estabelecimento e eventos que serão enquadrados. É a prova de que o estado, ao interferir nas trocas voluntárias das pessoas, gera erros que antes não existiam. Potencializa falhas que os legisladores insistem em remendar com leis adicionais, as quais geram novas falhas, sendo que bastava apenas revogar as anteriores. Defendo aqui a revogação da lei da meia-entrada.
Deparei-me com diversos sites de movimentos estudantis, e nele estão resumidos os sentimentos bárbaros que permeiam a mentalidade daqueles que aprovam essa determinação.
O primeiro argumento é o de que a meia-entrada é lei, como se algumas das maiores atrocidades da História não houvessem sido cometidas em nome das leis impostas pelos estados. Elas violam os direitos naturais dos indivíduos. Trata-se de legislação criminosa. É impossível concluir que há o dever de cumpri-la por meio de um argumento legal positivista. Ao contrário: há um dever moral de descumpri-la. Conforme lembra Thomas Jefferson, quando a injustiça se torna lei, a resistência se torna um dever. Uma solução bonita já praticada em alguns eventos é estender a meia-entrada a todos, afinal não há legislação que impeça isso. Basta dizer que o preço base é o dobro do preço praticado e não há nada que os legisladores possam fazer a respeito.
Outro bordão repetido constantemente é: “meia-entrada: um direito do estudante brasileiro”. Falácia. O estudante não possui direito à meia-entrada. Aliás, ele sequer possui o direito de entrar em um cinema ou teatro. Uma casa de espetáculos é propriedade privada do seu dono, assim como uma residência, plantação ou consultório médico. O uso econômico que o proprietário faz de seu imóvel não altera sua natureza privada e ele deve poder decidir quem nele entra. Ninguém tem o direito de entrar na residência de uma pessoa, e o mesmo vale para um cinema.
É possível, contudo, que o proprietário de um estabelecimento, ao buscar o lucro, firme um contrato com um indivíduo, permitindo que ele adentre o local mediante um pagamento. O dono do local tem o direito de exigir a quantia que quiser, e o consumidor decide se aceita ou não a oferta. O preço justo é aquele que resulta de um acordo voluntário entre as partes. Obrigar o empreendedor a adotar uma determinada política de preços é um ato de agressão. É uma violação do seu direito à propriedade privada, um direito negativo que impõe aos agentes externos a obrigatoriedade de não violá-lo. Direitos positivos tais como “direito à meia-entrada” impõe a terceiros uma obrigação de supri-los, conflitando com o direito negativo à propriedade. A lei deve proteger os direitos negativos apenas. Conforme nos explica Frédéric Bastiát em A Lei, um uso alternativo da legislação terá efeitos indesejáveis:
Quando a lei e a força mantém um homem dentro dos limites da justiça, elas o impõe nada mais que uma mera negação. Apenas o obrigam a se abster de causar dano. (…) Mas quando a lei, por intermédio de seu agente necessário – a força – impõe uma forma de trabalho, um método ou matéria de ensino, uma crença, uma adoração, ela não é mais negativa, ela age positivamente sobre os homens (…) Eles não mais terão necessidade de consultar, comparar ou prever; a lei faz tudo por eles. O intelecto se torna um fardo inútil; eles deixam de ser homens; eles perdem sua personalidade, sua liberdade, sua propriedade.
Há um órgão chamado Delegacia da Meia-Entrada, da UJE (União dos Jovens e Estudantes), cuja função é incitar estudantes a denunciar os estabelecimentos culturais e esportivos que não se adequarem à legislação da meia- entrada. Uma sirene de polícia serve como vinheta para o vídeo institucional do órgão. O empreendedor é visto como um inimigo em potencial, senão como um criminoso, sendo que tudo o que ele faz é sacrificar seu tempo e arriscar seu capital para fornecer serviços de entretenimento e cultura ao consumidor, visando o lucro. No auge da opressão socialista na Alemanha Oriental, um em cada seis adultos era informante do governo. A atitude dos movimentos estudantis lembra a dos informantes da Stasi, a polícia secreta da República Democrática Alemã.
Thomas Sowell certa vez disse que “A primeira lei da economia é a escassez. A primeira lei da política é ignorar a primeira lei da economia”.
A constatação de Sowell é clara no que diz respeito à Lei da Meia Entrada. Cinemas, teatros e shows são escassos. Qualquer intervenção estatal nos preços do setor gerará distorções que prejudicarão produtores e consumidores dos serviços de entretenimento.
Podemos deduzir da praxeologia que as empresas de cinema, teatros e shows estão lucrando menos do que lucrariam na ausência da lei, pois do contrário seus gestores aplicariam suas determinações voluntariamente. Empresários buscam maximizar o lucro de suas empresas. Menor lucratividade em um setor da economia implica necessariamente menor reinvestimento, menor atratividade para potenciais concorrentes e menores salários.
Menor reinvestimento acarreta redução na implantação de novas tecnologias e de métodos gerenciais que aumentariam a qualidade dos serviços prestados ou que reduziriam custos devido ao aumento na eficiência das operações. A menor atratividade reduz a concorrência, que é justamente a força que pressiona as organizações a inovar, abaixar seus preços e melhorar seus serviços. Pequenos empreendedores ficarão de fora do mercado. Hoje algumas poucas empresas controlam a quase totalidade dos cinemas. Salas baratas em bairros de periferia ou cidades do interior enfrentam dificuldades de se manter, sendo que muitas fecharam as portas. Antes desta legislação não só havia salas de cinema mais acessíveis como também era comum que pessoas de baixa renda fossem às mesmas salas frequentadas por pessoas de alta renda. Hoje, o Brasil, único país com lei de meia-entrada, apresenta os ingressos mais caros do mundo. Uma ida ao teatro, por exemplo, requer certo grau de planejamento financeiro.
Os menores salários pagos aos empregados do setor, um efeito que a esquerda estudantil se recusa a comentar, afetam todos os salários da economia. Os assalariados de outra indústria poderiam querer migrar para o ramo de eventos se a remuneração fosse maior, o que forçaria os empregadores a aumentar os salários daquela indústria se quisessem reter a mão-de-obra.
A lei da meia-entrada nada mais é que uma discriminação de preços imposta pelo estado. Essa prática já é adotada voluntariamente por empreendedores em diversos mercados. Casas noturnas costumam cobrar um ingresso menor de mulheres. Uma maior proporção de mulheres aumenta a atratividade da balada e o dono do local aufere maiores lucros ao discriminar preços por gênero. O mesmo acontece com as promoções do tipo “leve 3, pague 2”. Aqui a discriminação é relativa à quantidade comprada. O comerciante percebe uma elevada elasticidade na demanda de parte da sua clientela e lucra com esse tipo de oferta. Alguns estabelecimentos americanos oferecem descontos para veteranos de guerra. O motivo pode ser um apelo de marketing ou o patriotismo do empresário, mas o fato relevante para a economia é que, sendo uma decisão voluntária, é ela que maximiza a utilidade dos agentes envolvidos na troca.
Cabe ao empreendedor decidir se adotará uma estratégia de discriminação de preços, qual será ela, qual será o público-alvo e como ela será implantada. Em um mercado desregulamentado de cinemas, por exemplo, poderia haver cinemas especializados no público infantil, que exibiriam animações e ofereceriam descontos às babás. Outros seriam voltados para pessoas idosas e teriam maior facilidade de acesso. Haveria promoções de dia dos namorados, com filmes românticos o dia inteiro e desconto para os homens. Poderíamos nos deparar com salas especializadas em filmes cult ou mesmo em documentários. Estas seriam as principais candidatas a ter parcerias com escolas e universidades, oferecendo descontos aos estudantes de forma voluntária (e com uma genuína razão de existir).
O modus operandi estatal, porém, engloba todos os indivíduos com uma regulação que mina a iniciativa, a flexibilidade e a imaginação empreendedora. A precisão do cálculo econômico do empreendedor, sua propensão a assumir riscos e a necessidade de inovar são prejudicados, dificultando a existência desses arranjos.
Quando o estado força uma política de discriminação de preços, ele está se apoderando do papel do empresário, mas sem o seu incentivo de alocar recursos eficientemente para auferir lucros, e sem o conhecimento específico do mercado onde ele atua. O burocrata é um ignorante de todos os mercados. A lei da meia-entrada é um ato de planificação econômica que necessariamente terá um efeito predatório sobre a economia.
Engana-se o estudante que acredita estar obtendo alguma vantagem com a meia-entrada. A legislação não pode alterar os custos do produtor. Se o governo obrigá-lo a cobrar meio ingresso de uma pessoa, ele aumentará o preço base do ingresso para minimizar a perda de receita. Todos os outros pagantes arcarão com o custo. No Brasil, quase a totalidade dos ingressos vendidos em cinemas, teatros e shows são meias-entradas, que por isso custam praticamente o dobro do que poderiam custar imediatamente após a revogação dessa lei. O mercado ainda absorveria efeitos benéficos adicionais advindos da desregulamentação, que reduziriam ainda mais os preços.
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que limita a meia-entrada a 40% dos ingressos vendidos. Segundo os autores do projeto, a imprevisibilidade da demanda por meias-entradas é assim mitigada, permitindo que o empresário reduza os preços da admissão. Embora este argumento seja verdadeiro, o projeto de lei não resolve o problema. A agressão continua existindo, juntamente com todos os efeitos encarecedores do ingresso gerados pela menor lucratividade do setor e pelo ajuste do preço para mitigar a perda de receita.
Haverá ainda outra consequência nefasta. As pessoas correrão para comprar os ingressos com antecedência antes que a cota de 40% acabe. É provável que haja um esgotamento mais rápido de todos os ingressos, o que exigirá do consumidor um maior gasto com informação e planejamento. A corrida também poderá induzir um aumento dos preços, bem como a maior presença de cambistas.
Uma pessoa racional deve enxergar a hipocrisia por trás desta legislação, que diz proteger o idoso e o estudante, mas faz exatamente o contrário. Esta segregação das pessoas em categorias é uma mera abstração, que serve apenas à estratégia do estado de dividir para conquistar. Na prática, todos arcam com os custos do intervencionismo, mais cedo ou mais tarde. Um estudante não será estudante para sempre. Durante a maior parte da sua vida ele não o será, sendo obrigado a pagar um ingresso maior que o de um mercado desimpedido, seja o preço maior inteiro para si próprio ou a metade de um preço maior para os seus filhos.
O idoso pagará metade de um preço maior utilizando a poupança que acumulou ao longo da vida. Esta poupança é menor do que seria sem a lei da meia-entrada, pois ele passará a maior parte da vida pagando o preço maior inteiro. Aritmeticamente a legislação não faz o menor sentido.
Por derradeiro, refuto a ideia de que a lei da meia-entrada incentiva à educação. Tal afirmação é autocontraditória. Consideremos que a sólida ciência econômica e o forte senso de ética e moral fazem parte de um bom processo educativo. Uma legislação baseada em falácias econômicas e que incita à aquisição de vantagens gratuitas mediante agressão é, logicamente, antieducativa.
Mas nem todos saem perdendo. As organizações emissoras da carteirinha de estudante, que terão seu oligopólio assegurado pelo novo projeto de lei, ganharão muito dinheiro. Os políticos e burocratas também se beneficiam com os votos do curral eleitoral estudantil. É este o único objetivo dos legisladores. Se a intenção fosse nobre, bastaria reduzir os impostos, que são responsáveis por quase metade do preço dos ingressos. Os defensores de uma lei de meia-entrada, com ou sem cotas, estão apoiando estes interesses impudicos e indo contra os interesses legítimos dos indivíduos honestos.
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2020.07.30 00:21 1berto86 Documentário "Afinal, Quem é Deus?"

Boa noite pessoal,
Há alguns meses, zapeando pelos canais num almoço de domingo, encontrei na TV Cultura uma série muito interessante chamada "Afinal, Quem é Deus?". É um documentário de 13 capítulos que constrói, do ponto de vista das crianças, sua definição de crença e religião. Cada programa de 15 minutos aborda uma: judeus, pagãos, bola de neve, mbyá-guarani, católicos, nação, união do vegetal, islã, espiritismo, budismo e até ateus.
Como eu peguei o último episódio passando na TV Cultura, procurei no guia de programação e terminei descobrindo que passaria na TV Brasil (do Governo Federal), onde consegui acompanhar todos os episódios. Eles eram exibidos na faixa religiosa do canal (domingo, 6h), então os coloquei pra gravar e assisti num horário mais adequado. Feito isso, apaguei.
O programa é de uma sensibilidade ímpar, porém não consegui mais encontrar onde posso assistí-lo ou até comprá-lo, e gostaria da ajuda de vocês para saber onde eventualmente ele possa ser adquirido.
Aqui o teaser: https://vimeo.com/329467814
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2020.07.29 19:26 XXI_Heretic Quis custodiet ipsos custodes? A opinião de um OG do /r/portugal sobre o estado actual do sub e a moderação do asantos3

Já ando no /portugal desde 2011 quando éramos menos de 2000 subscritores, nessa altura a internet ainda era uma nova fronteira onde imperava a liberdade de expressão, e tanto os admins do reddit como o cavadela, que na altura era o único mod, defendiam esse valor:
In 2012, Yishan Wong, the site's then-CEO, stated, "We stand for free speech. This means we are not going to ban distasteful subreddits. We will not ban legal content even if we find it odious or if we personally condemn it."
https://en.wikipedia.org/wiki/Controversial_Reddit_communities
1- Podia fazer o portugal ao meu gosto e da minha imagem mas não quero
O portugal foi criado por mim mas não é meu. É dos seus utilizadores que farão dele o que bem entenderem. É assim que o entendo. Os posts que coloco são aqueles que enquanto user acho relevantes. Tenho ficado como único mod porque não dá trabalho. Filtro spam e ajudo pessoas que submeteram um post mas não o vêem aparecer.
2- Podia ter mais mods mas não quero
Ser mod solitário também não faz com que me entenda como ditador solitário do portugal. Essa posição não me dá nada. Já vários me pediram para serem também mods mas todos os que me pediram para o serem andavam atrás de algo que me assustava. Ou queriam começar a banir posts com base nas suas preferências ou queriam criar flairs ou demais para tornar evidente se o post era dos "seus" ou da outra facção.
https://old.reddit.com/portugal/comments/23iv03/vamos_l%C3%A1_dar_cabo_disto/
Era a altura em que eram permitidos subs como o infame /niggers e em que o apoio ao Ron Paul 2012 dominava grandes partes do reddit. Em vez da actual cancel culture e censura dominavam os ideais libertários.
Essa foi a era dourada do /portugal, onde éramos livres de postar o que quiséssemos e avacalhar à força toda. Apesar das constantes discussões políticas e dos insultos que frequentemente eram atirados o ambiente era muito menos pesado do que actualmente, o pessoal gozava com o outro lado da barricada mas ao fim do dia partilhávamos todos, desde a extrema-esquerda até à extrema-direita, o mesmo espaço e discutíamos abertamente sem problemas. Era um pequeno sub em que quase todos os utilizadores mais activos se conheciam e por isso havia um sentido de comunidade e desenvolviam-se dramas entre utilizadores que davam vida e energia ao subreddit, com o turnusb no meio de muitos deles:
https://old.reddit.com/portugal/comments/22p13e/cavadela_e_essa_conversa_sobre_modera%C3%A7%C3%A3o_quando_%C3%A9/cgp0rtu/
https://old.reddit.com/portugal/comments/1z4v77/weed_like_to_talk_bora_l%C3%A1_assinacfqj4le/
https://old.reddit.com/portugal/comments/221y1w/mouraria_pode_ter_primeira_sala_de_consumo/cgnwrpj/
https://old.reddit.com/portugal/comments/1p43gf/prova_de_que_h%C3%A1_redditors_com_m%C3%BAltiplas_contas_a/ccytpgu/
https://old.reddit.com/portugal/comments/1p43gf/prova_de_que_h%C3%A1_redditors_com_m%C3%BAltiplas_contas_a/ccykabj/
https://old.reddit.com/portugal/comments/1qzzy1/isto_%C3%A9_o_tipo_de_merdas_que_quem_frequenta_este/
https://old.reddit.com/portugal/comments/1vlors/preparemse/
https://old.reddit.com/portugal/comments/2bsbzu/pessoal_%C3%A9_o_cakeday_do_xenofobo_residente_do/
https://old.reddit.com/portugal/comments/2dgqjm/apareceu_um_carro_%C3%A0_frente_sen%C3%A3o_ia_a_300/cjpg4u3/?context=3
https://old.reddit.com/portugal/comments/20o4j5/an_average_day_on_rportugal/
https://old.reddit.com/brasil/comments/2pf5bn/amarequesttugasnakeamarequest/
Essas threads são só alguns exemplos da polémica e diversão que havia antigamente no sub e que seria impossível hoje em dia. Quem não gostasse desse drama só tinha que dar block a uma dúzia de contas e o problema ficava resolvido. Ironicamente hoje isso já não seria possível pois os mods com a sua visão paternalista decidiram que os utilizadores são incapazes de bloquear outros users e que mais vale correr tudo com bans.
Eventualmente o turnusb foi shadowbanned pela administração do reddit por ter vários heterónimos aka contas fantoches e eu tive a honra de tornar-me no primeiro utilizador a ser banido permanentemente do /portugal (excluindo contas de spam), por causa de um shitpost demasiado edgy numa fatídica thread sobre fruta. Quando isso aconteceu recebi várias mensagens, inclusive até de utilizadores comunistas, a dizerem que eram contra o ban e gostavam dos meus posts e a discussão que eles geravam. Em resposta ao ban decidi focar-me noutras coisas e deixei o sub durante dois anos e quando voltei já estava numa posição muito melhor na minha vida.
Depois o asantos3 entrou na equipa de moderação por CSS Injection e a partir daí foi sempre a descer. Sem dúvida alguma não há pior mod que ele e dar-lhe mais permissões para além do CSS foi o cavadela a abrir uma caixa de pandora. Haviam dezenas de utilizadores mais activos do que o asantos3 e hoje há centenas. Ele nunca participou muito do sub que modera, aliás, se quiserem um bom drinking game experimentem tomar um shot por cada post em https://old.reddit.com/useasantos3/ com símbolo de moderador. Não vão precisar de ver muitas páginas até entrarem em coma alcoólico... No entanto apesar de não participar muito no /portugal sorrateiramente ele conseguiu ganhar poder na moderação e chegamos hoje ao ponto do cavadela estar relegado à sua cuckshed enquanto o asantos3 fode-lhe o subreddit.
Isto intensificou-se agora, mas há muitos anos que há queixas contra a moderação do asantos3:
https://old.reddit.com/portugal/comments/4nrmc4/acaba_de_acontecer_um_atentado_violent%C3%ADssimo_nos/d46dtw8/
https://old.reddit.com/portugal/comments/4sw5pt/atentado_em_nice_provocou_pelo_menos_60_mortos/d5cozoy/
https://old.reddit.com/portugal/comments/5ekqrj/o_moderador_asantos_come%C3%A7ou_a_banir_pessoas_sem/dadnxra/
Não acredito que a personalidade do asantos3 seja compatível com a posição de moderador. Essa posição requer alguém que pense com calma e logicamente enquanto ele já demonstrou várias vezes agir por impulso e de forma emotiva, rude e passivo-agressiva:
https://i.redd.it/ax7cz0747i751.png
Ou o caso em que ele baniu um utilizador por dizer que eram "rappers a ajustar contas", algo que ele viu como uma "piada racista de mau gosto" apesar de ser uma citação de uma notícia do TVI24...
https://i.imgur.com/5dYrbBx.png
Acho que um sub com o nome de Portugal merece melhor moderação que isto. O asantos3 é o típico gajo com um QI de 115 a 130 que por ter uma inteligência acima da média convence-se de que está dotado para decidir pelos outros, que ele acredita não terem intelecto suficiente para decidir por si próprios.
Citando uma resposta dele sobre a democracia directa:
Talvez porque não estamos na grécia antiga e os cidadãos muitas vezes não sabem o que é o melhor para o país.
https://old.reddit.com/portugal/comments/26luln/pergunta_honesta_e_dif%C3%ADcil_seguir_algumas/chs9uvv/?context=3
Parece-me que ele sofre de um complexo de superioridade como o grande Bastiat explica nesta citação:
https://i.imgur.com/pqqYj78.jpg
Não existe pessoa mais autoritária do que alguém que está convencido da sua moralidade. Não acredito que o moço seja má pessoa, mas ele acredita tanto na rectidão dos seus valores de esquerda/extrema-esquerda que está disposto a silenciar quem tiver opiniões contrárias às suas, o facto de ele acreditar tão fortemente na virtude das suas crenças leva a que ele julgue que quem não as partilha só pode ser uma má pessoa. Assim o diálogo torna-se impossível e o /portugal vai degenerar num echochamber de esquerda como já aconteceu a muitos outros subs.
E para que não haja dúvidas do radicalismo de esquerda dele, vejam a resposta que deu a este comentário:
Soooo Greece just elected a Communist...this is definitely going to end well.
asantos3:
And the problem with that is?
The current right wing politics - austerity - aren't working and the Greece don't trust the socialist no more, this was the best solution.
Besides that, SYRIZA is much broader than the communist ideology.
https://old.reddit.com/worldnews/comments/2tsl5c/greeces_new_prime_minister_alexis_tsipras_made/co1zo51/
E sim, isso foi há 5 anos mas se forem agora ao perfil de twitter dele vão ver que o Livre é o único partido político que ele segue, aliás, não me admirava se ele tiver sido um dos idiotas úteis que meteu a Joacine na AR. Ele está mais perto de ser um americano da Califórnia ou Soviético do que Português. Aposto que se um antepassado dele criasse uma conta no reddit acabava banido por ele.
O mais engraçado é que ele é incapaz de perceber que ao transformar o /portugal num espaço de discussão aberta para todos num local com uma moderação forte, ele está a contribuir para o radicalismo. Sem diálogo as pessoas ficam nas suas bolhas, seja o /Avante ou o /portugueses onde não estão expostos a ideias contrárias às suas e através da afirmação positiva que recebem nesses echochambers tornam-se cada vez mais radicais e fechados a outras opiniões. A censura do Chega e o desprezo por quem apoia esse partido só leva mais pessoas a tomarem o lado do André Ventura.
Durante os anos fui abordado algumas vezes por pessoas que queriam criar uma alternativa sem censura ao /portugal, mas sempre achei que não haveria utilizadores suficientemente descontentes para tornar isso uma realidade, pois comparativamente ao resto do reddit, a moderação do sub até era das que menos censurava. Infelizmente isso mudou nos últimos meses e eles agora têm a mão pesada, pelo que agora o crescimento do /portugueses é inevitável. O ambiente nunca foi tão sério e sem sal. Um sub que outrora tinha um ambiente de bar descontraído tornou-se agora num espaço super formal onde tudo é levado a sério e quem não seguir a linha é atirado pela borda fora. Isto é uma consequência da mudança de estilo da moderação que passou a ser muito mais séria, chegando até a ser cómico o quanto os mods levam isto a sério:
https://imgur.com/a/StzCb
Podia escrever muito mais mas este fio já está a ficar grande como o meu caralho, vou terminar só por dizer que fui um dos 20 membros originais do /european, um subredddit sem censura criado em resposta à censura que ocorria no /europe, muito análoga à situação que temos hoje com o /portugal - /portugueses. Apesar de ter sido criado muitos anos depois do /europe e não ter a exposição que o reddit dava a esse sub, o /european cresceu a olhos vistos e em pouco tempo chegou ao ponto de ter dias em que havia mais utilizadores activos nele do que no /europe, normalmente quando a "religião da paz" resolvia fazer uma das suas acções na Europa. Isto demonstra que havendo a opção entre um subredit com censura e regras estúpidas e um sem censura e só com as regras do reddit, os utilizadores naturalmente migram para o subreddit sem censura, especialmente em dias onde ela seja usada excessivamente para impedir a discussão de eventos problemáticos. Mas atenção que eventualmente o facto da maioria dos utilizadores do /european serem de direita nacionalista foi usado como desculpa pelos admins para meterem o sub em quarentena quando ele atingiu um tamanho demasiado grande.
Peço-vos que não tornem este subreddit num circlejerk de direita. Utilizadores de extrema-esquerda como o AntonioMachado também foram banidos e apesar de ele ser um comuna vegan (com o qual discordo a 100%), ele têm direito a expor a sua opinião e mesmo que não concordem com ela se contribuir para a discussão sigam a reddiquette e deiam upvote em vez de downvote.
Nenhum Português étnico merece ser silenciado num subreddit nacional. O verdadeiro inimigo são as potências estrangeiras que semeiam a divisão nas nações Ocidentais com vista a desestabiliza-las. Foi dessa forma que a União Soviética avançou os seus interesses à custa dos nossos no Sul de África ao colocar pretos contra brancos e o mesmo truque está agora a ser usado nos EUA onde o movimento BLM é usado como pretexto para destruir o país por dentro. Infelizmente esse trabalho está a ser tão bem feito que apesar de os EUA serem o alvo principal destas acções até em nações secundárias como Portugal há pessoas como o asantos3 a engolir a propaganda e a andar em carris sem terem noção disso.
TL;DR: O /portugal hoje está uma merda sem sal e a moderação está a contribuir para aquilo que gostariam de evitar. Em consequência este sub vai crescer mas é importante que cresça para todos e não só para quem é de direita.
TL;DR2: Se visse o asantos3 a arder na rua cuspia nele antes de ir buscar um extintor.
submitted by XXI_Heretic to portugueses [link] [comments]


2020.07.28 15:08 nuke_ur_acc_every6mo Eleições americanas, big brains bigger mouths, R v Dudley and Stephens, uma consulta à comunidade

Um caso famosíssimo paradigmático sobre os limites morais do homicídio é o caso R v Dudley and Stephens -- também conhecido como "lifeboat case".
Essencialmente é uma questão em torno de se é moralmente válida a relação contratual contraída sem vício de vontade que pode exigir como prestação o sacrifício da própria vida.
Se duas pessoas quiserem jogar truco valendo o toba ou roleta russa valendo dez pila, elas podem? Entrando no jogo, podem desistir quando estiverem na iminência de perder?
Esse tópico carrega uma proposta pra moderação: criar um tópico onde a comunidade pode colocar o toba na reta.
Como inicial sugiro "eleição americana a 3 de novembro: quem vence o colégio eleitoral?" e aos que errarem o resultado, o simbólico "homicídio" da rede de opiniões -- um ban permanente de participação daquela conta (handle, tag, username) no sub.
Antecipo questões razoáveis:
  1. Isso não é uma medida autoritária que mancharia a imagem do único sub livre das américas?
Não. Repare que ninguém será OBRIGADO a participar do tópico. É uma decisão que o usuário toma no santuário imperturbável de sua consciência, perfeitamente ciente das consequências.
  1. Essa regra especial não tem o potencial de limitar a participação e interação dos usuários do sub em dividir suas opiniões?
Não. Essa regra teria validade limitada em escopo para o tópico em questão. O tópico, inclusive, não precisa conter nenhuma discussão ou intercâmbio de ideias que podem encontrar guarida tranquilamente em outros tópicos. Esse tópico será destinado àqueles que quiserem manifestar suas "apostas" e estiverem confiantes das suas crenças. Pode, inclusive, estimular uma cultura de responsabilidade e fidelidade para a participação no sub de agora em diante.
  1. Emitir uma opinião errada e ser banido do sub é a definição de censura!
Não. Em primeiro lugar, o ban permanente é restrito à conta do reddit (handle, tag, username, como quiser chamar). Ele não será estendido à pessoa que opera a conta e portanto não será aplicada a regra de evasão de ban a quem tiver a conta banida por esse instrumento e tornar a participar do sub. Pessoas veiculam opiniões e portanto pessoas são passíveis de censura. Usernames são meramente ferramentas. O propósito aqui é educativo, bragging rights, azucrinar, aloprar, como quiser entender. E, reitero, a participação em novas contas é estimulada, afinal, em se realizando o propósito educativo, os participantes retornarão ao sub "mais educados".
  1. Como garantir que a participação no tópico se deu com a propriedade devida para garantir a vinculação ao "contrato"?
A suposição aqui é que se você tá usando reddit você é grandinho pra celebrar seus contratos. É possível estudar junto com a moderação alguma espécie de confirmação: responder ao próprio comentário com o seu username ou outra coisa para garantir que houve reflexão e que a pessoa está postando na conta correta.
  1. Como garantir que edits ou contas deletadas não escapem ao propósito educativo?
A conta deletada por óbvio não participará mais do sub de qualquer forma, de modo que o cumprimento do contrato fica prejudicado. Já quanto a edits, é possível estabelecer regra que permita edits até uma determinada data limite, seja anterior à eleição, seja posterior ao comentário, ambos ou ainda que qualquer edit enseje o ban permanente (no take-backsies policy).
  1. Por que a moderação precisa se envolver nisso afinal? Não podem os usuários celebrarem esses termos e aposta entre si?
A opção de usar a moderação como intermediador cabe de dois pontos principais: i) somente a moderação pode efetivamente banir um username de participação no sub. A promessa de "deixar de participar naquela conta", ainda que entre usuários honestos promova o mesmo resultado, não é o mesmo que banir do sub e limita o potencial educativo do experimento porque limita a publicidade ao usr das ferramentas de auditoria dos modlogs públicos; e ii) para o caso de um usuário desonesto que não intente cumprir o contrato, a medida de ter um intermediador que garanta o cumprimento evita uma situação onde, pelo direito, um usuário poderia doxxar outro, invadir sua residência/equipamentos e deletar a conta.
  1. Essa ideia é estúpida: não ganho nada se acertar e sou banido do sub se perder.
Desperte seu lado adrenaline junkie! Ademais, você ganha o carteiraço pra dizer que é big brain em contraste com os smol brain big mouth. A gente se xinga pra caralho aqui. Coloca seu desafeto love-hate nessa sinuca de vale toba. E finalmente, reciclar as contas é sempre bom. Repara na quantidade de "cancelamento" que acontece por todo o lugar afetando a vida profissional das pessoas -- e que só tende a escalar no Brasil até 2022.
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2020.07.27 22:12 horgk Uso de HCO e Azitromicina pela Prevent Senior

Alguém parou para questionar porque a Prevent Senior insiste em receitar o uso de HCO e Azitromicina? Será porque os efeitos colaterais são percentualmente baixos e passar esses medicamentos é mais barato que gastar com tratamentos mais caros como: acompanhamentos médicos mais apurados, internações e entre outros que não consigo pensar nesse momento. Será também que não é uma irresponsabilidade por parte dessa empresa em prescrever medicamentos ineficientes para o tratamento da COVID-19? Passar para o paciente a falsa impressão de tratamento plausível não é irresponsabilidade? É claro que o paciente não é obrigado a tomar, mas pelo medo e indução feito por um suposto especialista, acabam tomando sim. Um suposto especialista sim, que prefere olhar para o seu umbigo do que questionar a eficacia desses medicamentos para o tratamentos da COVID-19 com tantos estudos dando menções para a sua não eficiência. É triste reconhecer que muitas pessoas não sabem o que efeito placebo, com isso acharão que se curaram. A medicina por evidência científica é inexistente, diga-se de passagem que o Brasil é o país que aceita homeopatia como medicina, o que não é, coisa que por séculos não há uma evidência, senão a crença, que funciona efetivamente.
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2020.07.07 20:27 ElaborBR E assim foi o primeiro dia do resto de nossas vidas com o eSocial…..

Finalmente acabou o primeiro dia do resto das vidas dos grandes contribuintes brasileiros….
Nunca vi os celulares dos profissionais de RH, Consultores, Advogados, entre outros, apitarem tanto!!… E o meu também!!…..
Nunca vi tantos chamados via WhatsApp, SMS, Facebook, LinkedIn e até ligações de voz, tão esquecidas ultimamente… (e viva a tecnologia!)
Esses foram alguns dos exemplos que ouvimos ao longo do dia de profissionais de RH, TI, Jurídico, Tributário, entre outros, e dos mais diversos escalões, dos grandes contribuintes do Brasil…
E aqui não estamos desmerecendo o sofrimento de ninguém, ao contrário, vivemos juntos esse sofrimento…
As horas e horas da burocracia brasileira perdidas no cumprimento de obrigações tributárias, em grande medida, impediu uma preparação eficaz de grande parte dos grandes contribuintes
Por outro lado, a crença de que “no final tudo dá certo”, ficou um pouco abalada, e percebeu que é necessário ao menos um pouco de planejamento, capacitação e integração para as coisas saírem, pelo menos, com menos sofrimento…
Ufa!!!… 00:10…. 01/03/2018… acabou… vou dormir tranquilo agora…#sqn!!
Daqui há pouco começa a segunda fase, o envio dos eventos não periódicos, aqueles que, dependendo da situação, devem ser enviados todos os dias…
Aceite… não é o eSocial que chegou, e sim a necessidade de uma nova forma de administrar pessoas e fornecedores, afinal de contas, a EFD-Reinf e a DCTF-web começam logo, logo!
“Ahh!! Que bom que não sou grande contribuinte! Tenho muito tempo pra me preparar até Julho… Isso é problema do meu contador…”
Será??!!
Não deixe para a última hora… Capacite-se!! Conheça!! Debata!! Prepare-se…
Podemos te ajudar!! Entre em contato!!
Elaborbr.com, a sua Plataforma de integração em Gestão de Pessoas e Fornecedores!!

https://elaborbr.com/e-assim-foi-o-primeiro-dia-do-resto-de-nossas-vidas-com-o-esocial/
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2020.06.29 03:46 richardtrle Há uma semana eu disse que passei por conflitos com minha mãe, eu decidi me mudar de casa, esta é a segunda parte do meu desabafo

Pra quem não viu meu post anterior, segue o link abaixo:
https://www.reddit.com/brasil/comments/helm42/minha_m%C3%A3e_disse_pra_mim_n%C3%A3o_assisto_a_globo_eles/
Mas basicamente eu vinha me envolvendo em uma série de conflitos com minha mãe. Que culminou em uma quebra de imagem por minha parte que tinha dela. Eu admirava minha mãe, achava que ela era uma forma de virgem Maria, que tinha me colocado no mundo pra ser seu Messias e pagar pelos seus pecados.
Essa imagem que tinha dela se quebrou, e achei isso tão ruim, por que eu tive essa mesma sensação com meu pai em 2003, ano em que meus pais se separaram devido a uma traição ridícula que foi perpetrada por meu pai. Eu achava que meu pai era meu super herói, mas descobri que havia um histórico de traições e que inclusive minha mãe havia contraído infecções sexualmente transmissíveis por conta disso, marca que carrega consigo até os dias de hoje.
Tínhamos uma ótima relação, ela era minha confidente, me apoiou (mesmo que com ressalvas) quando me assumi bissexual, disse que respeitava. Inclusive lutava contra a família por conta de dizeres preconceituosos e piadinhas em torno do assunto "meu nome". Era minha parceira de filmes e séries, fazíamos pipoca, avaliávamos o filme e depois íamos dormir. Era até terapêutico para ela, ela sofre de insônia e apneia do sono, então assistir algo era quase que sonífero para ela. Porém, por conta de politicagem, cegueira e teimosia de encarar os fatos, a verdade, tudo isso se desfez.
Inenarravelmente estamos em uma pandemia que atingiu nossa era. Centenas, posso até dizer que milhares de famílias estão sendo desfeitas, vidas estão sendo ceifadas em proporções jamais vistas na era moderna. O nosso país está no protagonismo mundial, e de uma péssima maneira. Isso mostra que o povo brasileiro está completamente desunido e até mesmo destruído por conta de crenças. Crendice barata de esquerda vs direita, de desafiar a luz que a ciência provê, de uma "eterna" luta contra o comunismo e de endeusamento de políticos. Enquanto os políticos apenas enriquecem a troco dos impostos, pagos por nós cidadãos. Deveríamos cobrar deles, eles são nossos funcionários, mas brasileiro é um povo atrasado em vários aspectos, políticos é apenas um deles.
Enfim, eu fiquei essa semana passada inteira sentindo um enorme vazio, foi uma ruptura do meu ser. Eu não sabia quem eu era, eu não sabia o que estava sentido, eu sequer consegui olhar pra ela, minha mãe, com os mesmo olhos. Eu amo minha mãe, eu continuarei amando, mas aquela mulher que habitava o mesmo lar que eu foi corroída por esse revisionismo histórico, essa onda de notícias falsas e correntes de whatsapp, não é a mesma mulher que me criou.
Porventura um amigo meu me disse no Domingo, dia 21 que estava pagando aluguel e que seu senhorio não estava fazendo qualquer abono no valor, inclusive por 4 meses. Ele falou que pensava em devolver o imóvel, mas ao mesmo tempo não tinha como, pois todas as suas roupas, móveis e utensílios domésticos estavam neste imóvel. Ele foi pra sua cidade natal, e lá ficou preso por conta da pandemia.
Foi tempo o suficiente pra eu maturar a ideia de que ele poderia me sublocar o imóvel, eu arcaria com parte das despesas, assim ficava bom pra ele e pra mim. Ele topou na hora, o grande problema foi que não avisei pra ninguém, nem com quem eu namoro. O segundo choque também foi, eu fiz tudo de um dia pra o outro. Foi uma espécie de mudança relâmpago, acionei um tio meu que estava quarentenado, falei a situação, ele topou. Trouxe poucas coisas, meu rig, uma cadeira, travesseiro e poucas peças de roupa. Afinal ficarei boa parte do tempo também em quarentena.
Resultado, me mudei de cidade. Foi um risco que passei, foi, mas eu julgo que valeu a pena. Não só pelo fator mãe, minha cidade está um escárnio. Sexta-feira o centro da cidade estava lotado, nem parecia que existia preocupação de que mais de 55 mil pessoas haviam morrido. Parece que as pessoas estavam nem ai que no período de apenas uma semana quase 300 mil novos casos foram registrados. Tinha muita gente na rua, gente inclusive sem máscara. Então eu juntei isso todo e me mudei.
Sabe o que é engraçado, eu me mudei pra me isolar... ha ha ha
Bem é isso, agradeço a todos que postaram anteriormente e aqui segue o desfecho dessa parte em minha vida. Fica aqui meu relato e meus sentimentos.
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2020.06.16 16:10 botes_salva_vidas A minoria negacionista e a classe dos que "não negam" no Brasil

A minoria negacionista e a classe dos que
A maioria do Brasil acredita na pandemia e acredita na quarentena. É um fato. Estamos sendo sabotados por uma minoria bem localizada institucionalmente. Vou tentar explicar porque acho isso.
Queria afirmar uma discordância aqui com Leonardo Sakamoto, que fala que o enfraquecimento das políticas de flexibilização tem a ver com menor apoio popular às medidas. Ele argumenta que
Pesquisa Ibope/Rede Nossa São Paulo mostrou que a parcela da população que considerava inadequadas as medidas do prefeito Bruno Covas quanto à pandemia foi de 20% para 35% entre abril e maio. Já os números do governador Joao Doria foram de 21% para 36%. E, para ambos, a quantidade dos que consideram as medidas adequadas foi de 68% para 51%. Os dois, que haviam peitado as posições terraplanistas de Bolsonaro quanto à covid-19, perderam respaldo, como era de se esperar em uma sociedade cansada. Coincidentemente, a quarentena na Grande São Paulo foi flexibilizada.
Isso não foi por enfraquecimento do apoio à quarentena na própria sociedade. O apoio ao lockdown e a quarentena, como pretendo demonstrar , permanece sólido. Esses políticos perderam apoio - assim como Mandetta - por a aplicarem de forma vacilant, por sabotagem interna, passividade voluntária do alto escalão e passividade imposta aos populares. Mas cansaço, não há. Ninguém cansa de ficar vivo. O que cansa é correr riscos desnecessários pra preservar política que tá se preservando. Mas a postura da maioria, em especial a mais pobre, é e deve ser essa aqui até o final:

https://preview.redd.it/7qucoqb85a551.png?width=680&format=png&auto=webp&s=8defc71d776cccef065e4007718de78780ac3793
Quem nega?
‘As pessoas dizem com orgulho que não se cuidam’, diz funcionária da Ceasa do Rio de Janeiro. . “Me chamaram de idiota, escrota sem graça, palhaça, que estava parecendo a tiazinha, uma médica sensual, além dos assédios, super normais de acontecer lá dentro”.
“A comissão de controle hospitalar da unidade está reforçando todas as orientações e protocolos. Todos os profissionais que estiveram na unidade durante o período que o bebê permanece no hospital estão sendo monitorados”, diz a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Materno Infantil sobre um caso que virou notícia do Hospital Materno Infantil, Setor Oeste em 4 de junho de 2020.
Em Santos, litoral paulista, um homem conseguiu na Justiça contra o prefeito da cidade o direito de não usar máscaras em vias públicas. A decisão valia apenas para o homem, individualmente. Ele teve sua identidade preservada pelos meios de comunicação. Uma semana, depois, a liminar foi suspensa e o cidadão anônimo teve que seguir a obrigação dos demais cidadãos de usar a mascara pra preservar a saúde pública.
Mas quem foi contra e a favor?
Seriam os pobres os "ignorantes"?
No início da pandemia, nas favelas, 96% dos entrevistados pelo Estadão eram a favor da quarentena, mas sentiam que o governo não estava realizando ações eficazes para ajudar os mais pobres. Sabemos que o Estadão não é nenhum romantizador do morador de favela. Era uma avaliação realista compartilhada por gente demais pra ser ignorada.
Quase um mês depois, com a renda achatada e passando dificuldade, ainda sólidos 70% eram pró quarentena e defendiam uma política de doações pra garantir que não houve uma fome massiva na favela.
Na população em geral, os dados eram menos impressionantes, mas ainda assim eram sólidos. 76% da população em geral era a favor do isolamentode verdade, não aquele defendido pelo governo Bolsonaro. Com fechamento de comércio e tudo. No nordeste era mais de 80%, no sul chegava a 70%.
Mas sempre a maioria.
Quanto menor a renda....maior a porcentagem de crença na pandemia e no lockdown. Entre quem ganhava até dois salários minímos tinha mais gente a favor de fechar o comércio do que entre quem ganhava mais de dois salários minímos.
Os contrários à quarentena de verdade e mesmo ao lockdown constituíam minoria muito pequena na nossa sociedade. Entre os mais pobres, eram minoria ainda menor.
O sujeito que era contra a quarentena era o tipo que entrou na justiça pra não usar máscara e depois perdeu. Um perdedor isolado.
O que aconteceu ? E hoje?
As pessoas que querem negar a pandemia são poucas, mas não qualquer uma. São Luciano Hang, são um sujeito que consegue manter o anonimato em qualquer meio de comunicação apesar de praticar escândalo, são o presidente da república. Como é possível que essa maioria avassaladora da opinião pública tenha sido ignorada e hoje o Brasil esteja no epicento mundial da pandemia? Três palavras: Sabotagem, assédio e passividade.
A minoria negacionista é pouca, mas não é qualquer uma. Institucionalmente ela é capaz de impedir a ação eficaz de combate a doença, como reportagem da Reuters comprovou a respeito de Bolsonaro ter desmontado a ação do Ministério da Saúde . Como Bolsonaro, existem muitos menores, mas grandes regionalmente, localmente, micro-espacialmente. Entram com ações na justiça, desfazem planos, atrasam. Têm impacto. Demora pra refazer o que desfazem.
A minoria negacionista fala e é mais ouvida. Levantamento da Cambridge e FGV indicam que, após falas de Bolsonaro, o isolamento social diminuiu significativamente em várias cidades que, apesar de terem votado nele, eram a favor da quarentena. Enquanto uma pessoa em Santos inteira lutava pelo direito (e arrancava manchetes) por não querer usar mascara, outra anônima questionava: “vou sobreviver?".
A maioria está passiva. Sem garantias e expostos, é difícil ter tempo e disposição pra disputar opinião e política. As vítimas do assédio moral também durante a pandemia costumam ser as habituais: as mulheres, os negros, os empregados “inferiores”, os subordinados. A questão não é que as pessoa “não se cuidam”. É que estão expostas a quem é contra o cuidado. E não podem se defender. Não basta falar que “protocolos estão sendo seguidos”. É preciso fazer com que a maioria possa ser ativa, possa denunciar, possa se defender.
Ainda somos maioria, mas precisamos defender a maioria. Diminuímos de quase 80% pra 60%, de acordo com a Datafolha. O que nos divide não é o voto em Bolsonaro. É outra coisa: é o respeito uns aos outros, a morte do outro e a garantia das nossas vidas.
O que nos divide é o que divide o pai lutando pelo respeito ao seu luto e o outro que quer chutar a sua cruz.
Precisamos afirmar em alto e bom som a este pai: estamos com você. Antes que seja tarde. Não podemos trair essa coragem.
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2020.06.14 20:38 djairdutra Com imagino que o mundo aprenderá com a pandemia de COVID-19

Acredito que, nos próximos anos, os países com maior relevância científica liderarão a criação de protocolos bem definidos para instruir o mundo antes, durante e depois das próximas epidemias. O despreparo da maioria dos países para entender o que estava acontecendo no início e as diferentes estratégias empregadas no combate ao COVID-19 agravaram as inevitáveis consequências do vírus.
Portanto, é provável que órgãos com OMS ou algum grupo de países utilizem a experiência que virá após o Coronavírus para definir, por exemplo, limites mais precisos entre uma epidemia e uma pandemia. As ações governamentais, devem ser automáticas, seguindo o protocolo e não mais ficar a critério da interpretação de cada governante. Do mesmo modo, admitindo um contágio em proporções semelhantes ao que vivemos hoje, devemos criar políticas internas de isolamento, proteção da economia, prazo e metas para retomada das atividades, de forma que todos saibam os passos a serem seguidos em cada etapa da pandemia. Acredito que o protocolo deva ser dividido em algumas etapas:
1) Todos os países devem estar comprometidos em seguir os protocolos, tal como estabelecidos.
2) Embora já existam regras que definam isso, é importante aperfeiçoar a identificação, divulgação obrigatória e o surgimento de qualquer epidemia, mesmo que no início.
3) Uma vez identificada a epidemia, um protocolo de prevenção e monitoramento deve ser acionado uniformemente em todos os países, assim como um sinal amarelo.
4) Numa análise técnica que indique tratar-se de uma pandemia, vários protocolos mais rígido de isolamento e monitoramento devem ser adotadas uniformemente em todo o mundo, a fim de diminuir ao máximo a propagação do vírus.
5) Durante uma pandemia, o protocolo mundial de combate à pandemia deve estabelecer quais ramos da economia devem funcionar em cada período e quais atividades devem ser suspensas. A velocidade de crescimento dos casos dentro do país, deve ser um dos parâmetros para restringir mais setores da economia e ações como fechamento de fronteiras nacionais, estaduais ou municipais.
6) Uma futura reabertura gradual da economia só poderia começar após o cumprimento de algumas metas, de forma consecutiva durante 20 ou mais dias, como:
a) Redução de novos casos. b) Redução de mortes. c) Aumento ou manutenção de vagas em leitos de enfermaria e UTI. d) Manutenção ou aumento de testes/exames. e) Pelo menos 60% de isolamento social, conforme dados de operadoras de celular. 
Grosseiramente comparando, os japoneses fazem simulações de evacuação em terremotos ou tsunamis, e quando o inevitável acontece, eles sabem exatamente o que fazer, para onde se deslocar. Tais protocolos para uma pandemia, não são garantia absoluta de erradicar um vírus tão excepcional quanto o COVID-19, porém, se essas medidas já fossem adotados em 2020, tão logo a pandemia fosse identificada na China, todos os países seriam obrigados a seguir os protocolos mundiais de segurança. Isso nivelaria as ações, evitando que exista uma disparidade descomunal entre a recuperação de países como a Nova Zelândia e o Brasil. Óbvio que deve-se considerar os fatores sociais econômicos e culturais de cada nação. Minha observação considera que, mesmo adotando ações uniformemente, os fatores citados anteriormente definirão quem combaterá de forma mais eficiente a pandemia.
Essas medidas são óbvias e muitas já são até um padrão adotado por diversos países, porém, acredito que ainda pecamos em permitir que decisões pessoais de alguns governantes possam interferir diretamente na vida de pessoas, conforme acontece no Brasil e em outros países, cujo governante não age de forma correta para combater a pandemia de COVID-19.
A vontade, crença, ou opinião de um governante jamais deveria sobrepor-se às medidas definidas e adotadas por uma organização de países que se proponha a combater pandemias, baseada em dados técnicos e estudos científicos e acordada mutuamente de forma democrática. Cada governante deve cumprir o protocolo de combate, adequando as medidas às características da sua região. A elaboração do protocolo deve considerar meios para que qualquer país, independentemente da sua condição econômica, social ou cultural, possa cumprir os itens pré estabelecidos.
Finalizo, portanto, considerando que a experiência adquirida com a atual pandemia me permite crer que medidas uniformes e preventivas adotadas com rapidez são fundamentais para a diminuição de infecções e mortes. Infelizmente, o mundo ainda carece de uma regra que empurre chefes de governo a fazer o óbvio para preservar a vida das pessoas.
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2020.06.14 17:47 fabiojose767 A militância identitária e racialista está destruindo a esquerda

Boa parte da esquerda "tradicional" não está tão entusiasmada com a crescente hegemonia de ideologias identitárias e racialistas, importadas das universidades Norte-Americanas e colocadas no Google Tradutor, que estão invadindo o ambiente político Brasileiro (e mundial) e marginalizando o debate econômico.
A "nova esquerda" que domina as redes sociais se comporta mais como uma guerrilha cultural, cujo objetivo não é a elevação sócio-econômica dos menos favorecidos ou a criação de um contraponto ao capitalismo globalizado como antes, mas sim a abolição da civilização ocidental e a subversão dos hábitos, das crenças e da cultura do povo para a criação de uma "nova sociedade", supostamente livre da opressão exercida por grupos abertamente rechaçados, como homens heterossexuais, brancos conservadores, cristãos e qualquer pessoa que não se encaixe no padrão de juventude urbana militante desconstruída.
Esse novo foco impossibilita que a esquerda seja um contraponto real aos interesses do capital. Isso porque ao abandonar a luta abrangente e inclusiva pelos "direito dos trabalhadores" em favor de pautas identitárias cada vez mais agressivas, a militância aliena a maioria dos brasileiros, causando repulsa automática e uma reação raivosa de boa parte do povo, que vê sua cultura, seus valores e suas famílias sob ataque. A questão econômica é colocada de lado em favor de um tribalismo que em um país miscigenado como o Brasil não tem a mínima chance de ter qualquer efeito positivo.
Poderíamos ir até mais longe e dizer que essa "revolução cultural" é apoiada com entusiasmo pelo capital internacional. Corporações Norte-Americanas já doaram, ao todo, US$ 1,7 bilhões para o movimento BlackLivesMatter. Seria apenas uma questão de imagem, ou será que tais corporações são beneficiadas pela morte da esquerda tradicional e ascensão de uma esquerda vazia, polarizadora e fadada ao fracasso?
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2020.06.14 10:27 kaellcb Por que as bandeiras de Israel e dos EUA constantemente aparecem nas manifestações de apoio do governo?

Bom, já vi essa pergunta diversas vezes aqui no Reddit e achei que seria válido trazer essa discussão para cá. O que essas bandeiras representam é muito mais nefasto e muito mais perigoso do que um mero vira-latismo no governo, vai muito além da subjugação financeira e política.
Primeiro a de Israel. Essa bandeira tem a ver com o apoio evangélico do presidente, especialmente da ala pós-pentecostal. A bandeira de Israel é constantemente usada por igrejas pós-pentecostais como um símbolo de "legitimidade" deles, existe toda uma admiração, todo um culto à nação de Israel nessas igrejas, algo nas linhas de "nós apoiamos Israel porque é a nação escolhida por Deus". Então eles vão apoiar tudo e todos que ajudem Israel. Agora pegue esse conceito e some à características principais dessas igrejas, sendo que uma ganha muito destaque: Guerra Espiritual.
Os traços característicos incluem uma mistura deliberada de religiosidade popular, a utilização autoconsciente de estilos e convenções anteriores, a construção de estruturas comerciais, o abandono dos sinais externos de santidade e freqüentemente a incorporação de imagens relacionadas com o consumismo e a comunicação de massa da sociedade pós-industrial do final do século 20. Seu objetivo declarado é estabelecer uma nova cristandade através da atividade política
Essa definição veio daqui. Como você pode perceber nas próprias atitudes desse pessoal eles creem que são escolhidos de Deus e que todo mundo contra eles são enviados do capeta para destruir o planeta e a vida deles, extremamente intolerantes e contrários a qualquer liberdade de culto, sexualidade e expressão. Citando outro artigo:
[...]não fica restrita ao ataque a um ou mais segmentos religiosos, como mero reflexo de pontos divergentes entre uma e outra denominação religiosa, sinalizando um ataque deliberado à própria liberdade de crença no país.
Eu iria até um pouco além, como eu disse não se restringe à liberdade de crença, se aplica a literalmente todas as áreas das nossas vidas, se você não lambe o chão do pastor ou do que a congregação concorda que é o "correto" então você está errado. Esse pessoal se baseia completamente nessa premissa para serem os escrotos que eles estão sendo e que sempre foram, eles apenas encontraram um lugar onde poderiam fingir. O Brasil foi um local onde esse tipo de seita conseguiu crescer e preponderar, mas porque?
Esse conceito de guerra espiritual encontrou grande acolhida no Brasil, praticamente em todos os grupos evangélicos, sobretudo nos pentecostais, mas é marca característica do pós-pentecostalismo. Estes exploram bastante a religiosidade popular, que sempre esteve bastante perto do animismo. O benzimento de objetos nessas igrejas é muito comum. Vale tudo na luta contra os demônios: rosas, azeite, lenços, sal, arruda, espadas, fotografias. Esses objetos são utilizados de maneira muito semelhante àquela da umbanda. Nos cultos, e há cultos especiais de libertação, os demônios são desafiados a se manifestar e são “amarrados”, ou seja, neutralizados. Normalmente esses demônios são identificados com as entidades da umbanda e do candomblé. Isso, entre outras coisas, cria bastante tensão no espaço religioso brasileiro, levando os fiéis a acreditarem que os responsáveis pelos males da sociedade brasileira são as religiões concorrentes.
Percebam que não há como existir uma sociedade justa, igualitária e democrática enquanto esse conceito for o que rege o pensamento. A democracia é justamente o contrário disso, é aceitar que existem grupos divergentes que podem entrar em consenso e viverem em harmonia, não um grupo que é escolhido por Deus para comandar e exterminar os outros. Eu particularmente não acredito que seja apenas pelo sincretismo religioso. O brasileiro médio é extremamente preconceituoso, e nesse tipo de denominação ele encontrou respaldo para o seu preconceito, inclusive ele é incentivado, além de sempre querer pegar o caminho mais curto, já imaginou que se para resolver todos os seus problemas você precisasse apenas de uma toalhinha abençoada? De um sabonete ungido? Isso não é Cristianismo, isso não é nem de perto uma religião, é uma seita, mas onde o pós pentecostalismo surgiu? Ai chegamos na outra bandeira:
...se situa nos Estados Unidos, onde seu principal articulador é Peter Wfogner, professor no Fuller Theological Seminary. No Brasil, uma de suas discípulas, Neusa Itioka, juntamente com Valnice Milhomens, são as expoentes. A idéia central é que existem demônios territoriais e hereditários, que agem sobre áreas geográficas e sobre famílias. Esses demônios seriam os responsáveis por todos os males do mundo, inclusive a desigualdade e a injustiça social [...] A solução dos problemas brasileiros estaria na eleição de fiéis para os cargos públicos. Em seus postos eles neutralizariam as ações dos demônios, trazendo assim saúde e prosperidade para todo o país.
Esse ponto sobre a eleição dos "escolhidos de Deus" é algo muito presente nos EUA também, inclusive foi o que levou o Trump a ser eleito. Esse discurso de nós x todos é extremamente frisado na alt-right, seja lá ou aqui, e lá ainda mais porque ganhou a grande mídia, aqui ainda tentam a algum custo emplacar a Record e o SBT já que a Globo é totalmente contrária ao status quo desses grupos. Nos EUA o lance é mais profundo porque eles acreditam piamente que durante a batalha final, o Apocalipse, eles precisam apoiar Israel, que é a função dos EUA apoiar a nação escolhida por Deus para que eles também sejam salvos.
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2020.06.11 02:31 aquele_inconveniente Liberdade religiosa: Total ou Limitada?

De vez em quando tento comparar textos legais de diferentes épocas que incidam sobre o mesmo tema. Desta vez lembrei-me de ver a evolução que teve o conceito de liberdade religiosa ao longo dos últimos dois séculos de História da nossa Nação. Para isso colocarei os textos referentes à liberdade religiosa das constituições dos principais regimes que tivemos desde o século XIX:
As duas constituições monárquicas assumem a Religião Católica como a religião dos Portugueses mas em 1826 vemos duas coisas interessantes: Primeiramente o venerar a Religião deixa de aparecer como deve explícito (ficando quanto muito implícito) e em segundo lugar é acrescentado que a liberdade religiosa de não católicos fica restrita àquelas que não ofendam a Moral Pública. De forma simples a Moral Pública é o conjunto de valores que uma sociedade valoriza e também um conjunto de ofensas.
Posteriormente, este conceito de Moral Pública foi sendo mantido de um modo mais ou menos explícito, ao mesmo tempo que o Estado fica laico.
Actualmente, apesar de termos um vasto número de artigos que mencionam a religião a liberdade de religião foi tornada universal. Ou seja, não há mais uma restrição de que os diferentes cultos devam estar em linha com os valores da sociedade Portuguesa. Desde que alguém não viole a lei é livre de pensar, orar, doutrinar, etc. valores que contrários aos da sociedade. Por exemplo. um jihadista pode acreditar e doutrinar outros que um livro sagrado garante um lugar no paraíso caso se mate um infiel, apenas é ilegal se materializar essas ideias.
No entanto, a nossa constituição actual não permite doutrinar com ideologias fascistas ou racistas (a meu ver muito bem apesar de haver outros extremismos deixados de fora). A razão de ser dessa proibição é que perfilar ideologias como essas conduz a actos de terror e contrários à Moral. Ou seja, são ideologias que se materializadas causam morte e sofrimento.
Acho estranho assim que a postura que tenhamos com as religiões não seja similar às que temos com ideologias políticas. Ambas se baseiam em crenças que o crente tem (uma num paraíso terreno, outra num paraíso celeste) e ambas condicionam o comportamento do crente.
A grande maioria das religiões é compostas de diferente cultos. Cada culto é um caso específico em termos de crenças. Um Católico não é um Protestante, da mesma forma que um Sunita não é um Xiita.
Nos tempos modernos alguns cultos do Islão têm-se radicalizados e levado os seus crentes a cometerem actos de terror e de sofrimento. O Wahhabismo, por exemplo, que é altamente apoiado pela Arábia Saudita, é uma versão extremista do Islão, que se aplicada faria a Humanidade retroceder séculos de progresso nos Direitos do Homem.
No entanto o discurso é sempre orientado ou a defender o Islão como um todo (ignorando que esses cultos existem e os crentes apoiam o terrorismo religioso) ou em criticar o Islão como um todo apesar da vasta maioria dos muçulmanos não pertencer a cultos extremistas (a maioria dos cultos é conservador nos valores, mas não extremista ao ponto de justificar guerra santa nos tempos modernos)
Assim sendo pergunto a quem leia este pequeno artigo o seguinte:
1 - Porque tratamos cultos extremistas com uma permissividade muito maior que ideologias políticas
2 - Sabendo que o problema não está em religiões, mas em cultos específicos, porque razão é permitido a disseminação de crenças embebidas em ódio e que potenciam crimes contra a Humanidade?
Pedia a todos a maior cordialidade no discurso, sem insultos nem comentários de ódio. Em baixo seguem os artigos principais remetentes à religião de cada constituição

Constituição de 1822 (Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves):
Artigo 1 - 19 Todo o Português deve ser justo. Os seus principais deveres são venerar a Religião; amar a pátria; defendê-la com as armas, quando for chamado pela lei; obedecer à Constituição e às leis; respeitar as Autoridades públicas; e contribuir para as despesas do Estado. Artigo 20 - 26 A Religião da Nação Portuguesa é a Católica Apostólica Romana. Permite-se contudo aos estrangeiros o exercício particular dos seus respectivos cultos.
Constituição de 1826 (Reino de Portugal)
Artigo 1 - 6 A Religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a Religião do Reino. Todas as outras Religiões serão permitidas aos Estrangeiros com seu culto doméstico, ou particular, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de Templo. Artigo 139 - 4 Ninguém pode ser perseguido por motivos de Religião, uma vez que respeite a do Estado, e não ofenda a Moral Pública.
Constituição de 1911 (1ª República Portuguesa)
Artigo 3 - 6 Ninguém pode ser perseguido por motivo de religião, nem perguntado por autoridade alguma acerca da que professa Artigo 3 - 7 Ninguém pode, por motivo de opinião religiosa, ser privado ou isentar-se do cumprimento de qualquer dever cívico Artigo 3 - 8 É livre o culto de qualquer religião nas casas para isso escolhidas ou destinadas pelos respectivos crentes, e que poderão sempre tomar forma exterior de templo; mas, no interesse da ordem pública e da liberdade e segurança dos cidadãos, uma lei especial fixará as condições do seu exercício Artigo 3-9 Os cemitérios públicos terão carácter secular, ficando livre a todos os cultos religiosos a prática dos respectivos ritos, desde que não ofendam a moral pública, os princípios do direito público português e a lei.
Constituição de 1933 (2ª República Portuguesa)
Artigo 45 É livre o culto público ou particular de todas as religiões, podendo as mesmas organizarem-se livremente, de harmonia com as normas da sua hierarquia e disciplina, constituindo por essa forma associações ou organizações a que o Estado reconhece existência civil e personalidade jurídica Exceptuam-se os actos de cultos incompatíveis com a vida e integridade física da pessoa humana e com os bons costumes. Artigo 46 Sem prejuízo do preceituado pelas concordatas na esfera do Padroado, o Estado mantém o regime de separação em relação à Igreja Católica e a qualquer outra religião ou culto praticado dentro do território português, e as relações diplomáticas entre a Santa Sé e Portugal com recíproca representação Artigo 47 Nenhum templo, edifício, dependência ou objecto do culto afecto a uma religão poderá ser destinado pelo Estado a outro fim Artigo 48 Os cemitérios públicos têm carácter secular, podendo os ministros de de qualquer religião praticar neles livremente os respectivos ritos.
Constituição de 1975 (3ª República Portuguesa)
Artigo 13 2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
Artigo 19
  1. A declaração do estado de sítio ou do estado de emergência em nenhum caso pode afetar os direitos à vida, à integridade pessoal, à identidade pessoal, à capacidade civil e à cidadania, a não retroatividade da lei criminal, o direito de defesa dos arguidos e a liberdade de consciência e de religião.
Artigo 35
  1. A informática não pode ser utilizada para tratamento de dados referentes a convicções filosóficas ou políticas, filiação partidária ou sindical, fé religiosa, vida privada e origem étnica, salvo mediante consentimento expresso do titular, autorização prevista por lei com garantias de não discriminação ou para processamento de dados estatísticos não individualmente identificáveis.
Artigo 41
Liberdade de consciência, de religião e de culto
  1. A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável.
  2. Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa.
  3. Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis, nem ser prejudicado por se recusar a responder.
  4. As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.
  5. É garantida a liberdade de ensino de qualquer religião praticado no âmbito da respetiva confissão, bem como a utilização de meios de comunicação social próprios para o prosseguimento das suas atividades.
  6. É garantido o direito à objeção de consciência, nos termos da lei.
Artigo 43 2. O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.
Artigo 51 3. Os partidos políticos não podem, sem prejuízo da filosofia ou ideologia inspiradora do seu programa, usar denominação que contenha expressões diretamente relacionadas com quaisquer religiões ou igrejas, bem como emblemas confundíveis com símbolos nacionais ou religiosos.
Artigo 55 4. As associações sindicais são independentes do patronato, do Estado, das confissões religiosas, dos partidos e outras associações políticas, devendo a lei estabelecer as garantias adequadas dessa independência, fundamento da unidade das classes trabalhadoras. Artigo 59 1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:
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2020.05.31 17:57 Prismatta Texto de um possível redditor sobre eficácia de violência em protestos

AFINAL DE CONTAS, A VIOLÊNCIA É POLITICAMENTE EFICAZ?
TL;DR: terrorismo e guerrilha são relativamente ineficazes; quebra-quebra talvez funcione, talvez não; assassinatos definitivamente funcionam (em ditaduras, não em democracias).
O assassinato do afro-americano George Floyd por policiais de Minneapolis gerou escândalo em todo o mundo e levou a uma onda de manifestações na região. Inicialmente pacíficas, elas foram se tornando mais tumultuosas ao longo dos dias. Delegacias foram atacadas, lojas foram incendiadas e saqueadas. O vandalismo atraiu o opróbio de uma fração significativa do espectro político americano que, francamente, não teria lá muita simpatia pelo movimento de qualquer forma. Por outro lado, não são raros nas redes sociais os comentários elogiosos sobre as táticas agressivas da população de Minneapolis, particularmente em comparação a manifestações mais bem-comportadas, mas em última análise inócuas. No Reddit Brasil, uma foto de um prédio em chamas com a legenda “nota de repúdio em Minneapolis” recebeu 2.900 reações positivas em um dia. O gracejo reflete uma crença comum de que atos de violência, insurreições armadas e depredação de propriedades seriam mais eficientes em coagir as autoridades no poder, extrair concessões e atingir objetivos políticos. Entretanto, uma breve análise da literatura em ciência política sobre o tema revela um quadro um pouco mais ambíguo.
Comecemos com a forma mais ubíqua (e destrutiva) de violência política: o terrorismo. Ao longo da história, grupos políticos de todos os matizes lançaram mão de assaltos, sequestros e atentados na luta contra adversários estatais mais poderosos, direcionando os seus ataques à população civil como uma forma de desmoralizar o governo. A sopa de letrinhas inclui nacionalistas dos quatro cantos do mundo – irlandeses, portorriquenhos, bascos, tâmeis, palestinos – e militantes de ambos os lados do espectro político. O que eles conseguiram?
À primeira vista, é possível observar ganhos limitados conseguidos através de táticas de terror. Ao analisarem os padrões geográficos de ataques a bomba em Israel entre 1988 e 2006, Gould e Klor (2010) mostram que eles aumentaram o apoio da população israelense a concessões territoriais a palestinos, com os efeitos sendo mais fortes entre grupos conservadores. Além disso, segundo Pape (2003), grupos políticos que iniciam ataques suicidas também aumentam as chances de que democracias liberais retirem suas forças de ocupação.
Contudo, o quadro é menos positivo no longo prazo. Abrahms (2006) examinou 28 grupos considerados terroristas pelos Departamento de Estado norte-americano, concluindo que apenas 3 (7%) atingiram os seus objetivos autodeclarados ao longo das décadas. Com um banco de dados de 477 campanhas desde 1968, Cronin (2009) encontra um impressionante índice de fracasso absoluto (ou seja, a incapacidade de alcançar qualquer objetivo estratégico) de 94%, com o grupo terrorista médio durando entre cinco e nove anos. Uma coisa é conseguir a saída temporária de forças de segurança em um território restrito; outra, muito diferente, é separar a Irlanda do Norte do Reino Unido, a Chechênia da Rússia ou instaurar uma utopia anarquista na Europa.
Se a prática de atentados contra civis não parece uma estratégia promissora, talvez poderia ser mais produtivo focar contra as forças de segurança do regime. Chenoweth e Stephan (2011) compilaram 323 campanhas violentas e não-violentas entre 1900 e 2006, encontrando uma taxa de sucesso total ou parcial duas vezes maior entre as segundas do que entre as primeiras (52% x 24%). O resultado permanece mesmo quando se leva em conta fatores como o tipo de regime atingido, as suas capacidades e o nível de repressão. Segundo Chenoweth, campanhas de guerrilha apresentam maiores barreiras físicas, morais e informacionais à participação, que é o aspecto mais importante a definir o sucesso de um movimento. Quanto mais pessoas forem para as ruas, e quanto mais diversos forem os setores que elas representam, maiores as chances de defecção nos setores de apoio de um regime (60% em relação às forças de segurança, no caso das maiores campanhas), backfiring em caso de repressão (que tem uma chance 22% maior de ocorrer se o movimento for pacífico) e sanções internacionais. Também nesse sentido, desafios pacíficos a governos latino-americanos tendem a ser respondidos com concessões, enquanto desafios violentos são reprimidos (FRANKLIN, 2009)
Bom, então não há dúvidas: a violência é definitivamente contraprodutiva, certo? Na verdade, as coisas não são tão simples assim. As pesquisas de Chenoweth fazem uma divisão dicotômica entre grupos insurgentes armados e manifestações pacíficas. A codificação de violência em sua amostra é derivada a partir do conjunto de dados “Correlates of War” (COW), que só inclui conflitos em que todos os combatentes estão armados e ocorrem ao menos mil mortes em batalha. No entanto, atos estratégicos de violência podem ocorrer em meio a movimentos majoritariamente não-violentos, como o arremesso de objetos contra policiais, tumultos e destruição de propriedades públicas e privadas. O estudo desse fenômeno, denominado “violência coletiva desarmada”, ainda é bem incipiente. Analisando 103 regimes não-democráticos entre 1990 e 2004, Kadivar e Ketchley (2018) descobrem que esse tipo de ação é positivamente associada à incidência de abertura política, medida como um aumento de até três pontos no score da Polity IV. Além disso, referindo-se à base de dados de campanhas não-violentas utilizada por Chenoweth, os autores apontam que muitos delas, como os protestos no Chile, na Polônia, na Sérvia e em Madagascar, na verdade fizeram uso extensivo da violência coletiva desarmada.
O trabalho de Kadivar e Ketchley (2018) é confirmado por alguns estudos empíricos, mas não por outros. De acordo com Aidt e Leon (2016), tumultos causados por secas aumentam as chances de redemocratização em países da África subsaariana. Bermeo (1997) descobre que a ocupação violenta de fábricas e depredações generalizadas fortalecem a posição de forças moderadas durante suas negociações com regimes autoritários. No caso de concessões em regimes democráticos, McAdam e Su (2002) concluem que protestos mais extremos contra a Guerra do Vietnã aumentaram a fração de votos de congressistas a favor da paz, apesar de terem tornado o processo legislativo mais vagaroso. Por sua vez, manifestações maiores e pacíficas tiveram o efeito contrário, reduzindo a porcentagem de votos pacifistas, mas acelerando as discussões no Congresso. Na França, há evidências de que atos específicos de violência foram produtivos no contexto de greves (SHORTER E TILLY, 1971); na Itália, os efeitos foram opostos (SNYDER E KELLY, 1976). As pesquisas dos anos 70 sobre o efeito de quebra-quebras nas comunidades negras dos EUA têm resultados contraditórios entre si (GIUGNI, 1998).
Nesse campo, o estudo de Huet-Vaughn (2015) chama a atenção. O autor critica boa parte da literatura citada por não ter utilizado variáveis instrumentais para controlar uma possível relação de endogeneidade. Lançando mão dos índices de pluviosidade e a frequência de feriados na França, que reduziriam a incidência de destruição de propriedade por, respectivamente, desencorajarem a prática de atividades fisicamente exaustivas e afastarem os jovens das manifestações, Huet-Vaughn encontra uma relação negativa entre depredações e índices de mudança de política. Ainda assim, ele reconhece que mais pesquisas são necessárias na área. Portanto, os estudos sobre violência política de baixo nível, quer seja na forma de tumultos generalizados ou de atos de depredação em meio a manifestações predominantemente pacíficas, ainda não permitem uma conclusão muito sólida.
Talvez essa discussão meio bizantina dê vontade de simplesmente pegar um revólver e mandar o presidente para a vala. Vejamos no que isso poderia dar. Jones e Olken (2007) compilaram uma base de dados com todas as tentativas de assassinato de chefes de Estado entre 1875 e 2004 – 278, dos quais apenas 59 resultaram em morte. O assassinato bem-sucedido de ditadores aumenta em 13% a chance de transição democrática em comparação com casos mal-sucedidos; enquanto o assassinato de presidentes democráticos não altera a natureza das instituições políticas. De fato, um tiro bem dado em um autocrata leva a uma probabilidade 19% maior de que transferência de poder no futuro ocorram de forma regular; a morte de um líder democrata, novamente, não tem esse efeito. A tendência maior de democratização pode ser observada até 10 anos depois do ato. Resumindo, portanto, o que a ciência política sabe até agora sobre a eficácia política da violência: Terrorismo contra civis praticamente nunca dá certo.
Guerras de guerrilha malogram em ¾ das ocasiões, com a metade da taxa de sucesso de movimentos primariamente não-violentos.
Atos específicos de depredação no bojo de protestos pacíficos têm efeitos bastante controversos (achei mais estudos que encontravam efeitos positivos do que negativos, mas entre os últimos está aquele que aparenta ser mais metodologicamente rigoroso, embora limitado do ponto de vista geográfico).
Mandar um ditador comer capim pela raiz (o que não é nada fácil, já que tentativas de assassinato têm um índice de fracasso de 75%) aumenta significativamente as chances de redemocratização, mas matar um democrata não tem efeito nenhum.
AVISO: EVITEI POSTAR O NOME DO SUJEITO POR CONTA DA PRIVACIDADE DO AUTOR E DE SEU USUÁRIO, PORÉM SE ELE SENTIR CONFORTÁVEL, POSSO COLOCAR OS CRÉDITOS.
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2020.05.28 06:37 MattSampaio Verbete Interativo: Pós-Verdade

Verbete Interativo: Pós-Verdade
Em 2016, o termo pós-verdade foi eleito a palavra do ano pelo Dicionário Oxford. A definição britânica ficou assim: "adjetivo que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais". Em suma, mais vale o que eu acho que é, do que é propriamente de verdade. A internet é a principal propulsora da pós-verdade, e em consequência disso temos o contexto de descrédito que as vozes intelectuais vem ganhando. Sabemos que o governo Bolsonaro é adepto desta prática via zapzap, vide mamadeira de piroca, ideologia de gênero, kit gay, comunismo no Brasil, entre outros. Mas com o pedido de demissão do então Ministro da Saúde Nelson Teich nesse sexta-feira (15), a ideia de pós-verdade está custando vidas. Isso porque o presidente insiste em querer colocar a Cloroquina como uma possível cura para a Covid, sem ter quaisquer evidência cientifica de que o medicamento tenha essa eficácia. A pós-verdade ajudou Bolsonaro a se eleger, e agora ajuda na sua política assassina, ou o que podemos chamar de necropolítica (termo que vamos explicar em outro post).
https://preview.redd.it/gvlhe6oqpf151.jpg?width=624&format=pjpg&auto=webp&s=722e53f81db26e3459b61fabcf1c7fc61264e99f
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